Governo de São Paulo aciona o STF contra União

O governo do Estado de São Paulo, liderado por Tarcísio de Freitas (Republicanos), apresentou uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo agilidade na avaliação de um pedido de empréstimo de R$ 5,45 bilhões junto ao Banco do Brasil. Segundo a Procuradoria-Geral do Estado, há mais de 70 dias o aval federal necessário para a operação estaria parado no Ministério da Fazenda, sem qualquer entrave técnico que justificasse o atraso.

Contexto e alegação de tratamento desigual

Na petição entregue à Suprema Corte, a procuradora-geral Inês Coimbra argumenta que a fase técnica e jurídica já foi superada. O pedido é para que o STF obrigue a União a decidir sobre a concessão da garantia em até 48 horas. Caso não haja manifestação nesse prazo, o Estado requer que o aval seja considerado concedido automaticamente por ordem judicial. A gestão Tarcísio também denuncia tratamento desigual do governo federal, citando exemplos de outras unidades da federação, como a Bahia, que teriam conseguido destravar operações milionárias em poucos dias. Dados anexados à ação mostram que em 2026 a média de tempo para despacho dos processos semelhantes foi inferior a um mês.

Entre os principais projetos que dependem dos recursos do empréstimo estão:

  • Extensão da Linha 5-Lilás do Metrô;
  • Implantação da Linha 6-Laranja;
  • Modernização de linhas dos trens metropolitanos;
  • Obras de infraestrutura na Rodovia dos Tamoios.

Tensão política perto das eleições

A ofensiva jurídica ocorre em clima de pré-campanha para as Eleições 2026. Aliados de Tarcísio e setores da oposição têm usado o episódio para criticar a administração federal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), por exemplo, classificou o governo Lula como "vingativo” e acusou o Planalto de utilizar a burocracia para prejudicar adversários políticos.

Até o momento, o Ministério da Fazenda não comentou a ação. O governo federal segue sendo cobrado por transparência e celeridade na tramitação desses processos, principalmente em ano eleitoral, quando a liberação de recursos pode impactar diretamente obras e serviços que beneficiam a população.

Impacto para São Paulo e próximos passos

O caso será analisado pelo STF, que pode determinar prazos ou até intervir na tramitação se for constatada demora injustificada. Para São Paulo, a postergação representa risco de atrasar projetos de mobilidade urbana e infraestrutura aguardados por milhares de cidadãos.

Siga acompanhando os desdobramentos deste caso e de outras notícias de interesse nacional em localpulsebrazil.com