Tarcísio de Freitas amplia atendimento a dependentes químicos para o interior de SP
Governo de São Paulo planeja levar hubs de atendimento a usuários de drogas para Baixada Santista, Campinas e Sorocaba.
Por Magdalena Ríos · 26 de ago. de 2026, 06:57

Governo paulista leva hubs de atendimento para novas regiões
O governador **Tarcísio de Freitas (Republicanos)** oficializou a ampliação do chamado "hub" de atendimento a dependentes químicos para cidades do interior de São Paulo. O modelo, que surgiu em 2023 como resposta à crise da cracolândia na capital paulista, reúne diferentes serviços públicos para acolher, tratar e reinserir socialmente usuários de drogas.
Segundo o **vice-governador Felício Ramuth (MDB)**, responsável direto pelo projeto, as novas unidades serão implantadas prioritariamente em polos metropolitanos como Baixada Santista, Campinas e Sorocaba, áreas que também enfrentam desafios crescentes relacionados ao consumo abusivo de substâncias.
Como funciona o hub de atendimento
O programa reúne profissionais de saúde, assistência social e psicologia que fazem abordagem ativa, oferecendo desde a desintoxicação e acompanhamento médico, até ações voltadas à reabilitação social e prevenção de recaídas. O objetivo é proporcionar acolhimento integral e contínuo.
Após o tratamento inicial, os pacientes seguem em acompanhamento com as equipes multidisciplinares. Eles participam de terapias individuais e em grupo, atividades socioeducativas, culturais e de incentivo à volta aos estudos e ao mercado de trabalho, conforme previsto no plano estadual.
Em seu plano de governo, **Tarcísio de Freitas** destaca a importância da reintegração: “Os beneficiários reaprendem tarefas de autocuidado e auto-organização, participam de terapias e são incentivados a retomar a rotina escolar e profissional”, afirma o documento.
Contexto e impacto nas novas cidades
A escolha da Baixada Santista, região de Campinas e Sorocaba não é por acaso. Segundo o governo estadual, essas áreas apresentam aumento dos fluxos de pessoas em situação de rua e de casos relacionados à dependência química, com impactos sobre segurança pública, saúde e assistência social locais.
Especialistas apontam que a interiorização do tráfico e o deslocamento de usuários vêm pressionando políticas municipais, o que reforça a necessidade de ação regionalizada.
Próximos passos e repercussão
A expansão dos hubs está prevista para ocorrer ainda em 2026, com início das operações nas regiões citadas em etapas. O governo estuda parceria com prefeituras para viabilizar os espaços e equipes técnicas. O tema tem gerado debates entre profissionais de saúde, ONGs e moradores das regiões envolvidas, que cobram abordagens éticas e eficazes no acolhimento.
A iniciativa é avaliada como um passo importante pela gestão estadual para descentralizar o atendimento e enfrentar um problema que extrapola a capital. Acompanhe novos desdobramentos e informações sobre políticas de saúde pública em localpulsebrazil.com.
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