São Paulo: reforma estatutária visa profissionalizar gestão do clube
Proposta em votação busca diminuir poderes da presidência e aumentar fiscalização.
Por María Carmen López · 26 de ago. de 2026, 08:38

O **Conselho Deliberativo do São Paulo** se reúne nesta segunda-feira, dia 24, para votar uma proposta de reforma estatutária que promete mudar a estrutura de governança do clube. Essa reforma surge em um contexto de crises recentes, nas quais investigações de corrupção envolveram ex-presidentes e diretores, levando a necessidade de um modelo de gestão mais profissional e transparente.
O que a reforma propõe? A proposta em discussão visa a diminuição dos poderes do presidente do clube e o fortalecimento do Conselho de Administração. Entre os principais pontos estão:
- **Redução dos poderes do presidente**: O presidente eleito não assumirá automaticamente a presidência do Conselho de Administração, que será escolhido entre os membros do conselho.
- **Estabelecimento de penas**: Dirigentes podem ser penalizados por práticas como uso indevido de recursos, contratação de empresas ligadas a familiares e falta de transparência nas contas.
- **Maior fiscalização**: Todos os contratos com jogadores e comissões técnicas deverão ser analisados pelo Conselho de Administração.
- **Prestação de contas**: Os resultados financeiros do clube passarão a ser divulgados trimestralmente.
Essas mudanças são vistas como uma resposta direta às crises enfrentadas pelo clube, que culminaram em investigações de corrupção e denúncias sobre a gestão financeira.
Contexto e repercussão A discussão sobre a reforma começou em abril, com o trabalho de uma comissão de conselheiros que busca tirar lições das experiências negativas do passado. O conselheiro **Daurio Speranzini**, integrante da comissão, destacou a importância de equilibrar os poderes para aumentar a eficiência e a responsabilidade no gerenciamento do clube.
Além disso, a proposta busca afastar a gestão do departamento de futebol dos interesses políticos que frequentemente dominam o clube social. A ideia é que a administração se concentre em resultados e desempenho esportivo, sem interferências externas que possam prejudicar o funcionamento interno.
Votação e próximos passos A votação, que estava marcada para o dia 17, foi adiada para permitir um debate mais aprofundado entre os conselheiros. Para a reforma ser aprovada, é necessária a maioria simples (50% + 1) no Conselho Deliberativo. Se aprovada, a nova estrutura começará a valer na próxima gestão, que terá eleições no final deste ano, com a nova diretoria iniciando seu triênio em 2027.
Com as mudanças propostas, o São Paulo espera não apenas restaurar a confiança de seus torcedores, mas também garantir uma gestão mais profissional e menos suscetível a escândalos de corrupção. A reforma é um passo importante rumo à transparência e à responsabilidade na administração de um dos maiores clubes do Brasil.
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