Brasil se destaca como novo polo latino das artes visuais na SP-Arte Rotas
Evento reúne 66 galerias e fortalece a presença de artistas sul-americanos.
Por Carmen Pérez · 26 de ago. de 2026, 08:55

A SP-Arte Rotas, que acontece em São Paulo a partir do dia 26, vem se firmando como um importante evento que visa transformar o Brasil em um novo polo latino das artes visuais. Com a participação de **66 galerias**, a feira não apenas amplia o espaço para artistas brasileiros, mas também fortalece a presença de criadores de países vizinhos, refletindo uma mudança significativa no cenário artístico regional.
A proposta da feira A diretora da SP-Arte, **Fernanda Feitosa**, destaca que o mundo das artes está passando por uma reconfiguração, onde o Brasil deve ocupar um papel central. “Nosso Norte é o Sul”, citando o famoso artista uruguaio **Joaquín Torres García**, Feitosa enfatiza que é hora de olhar para a América Latina como um forte centro de produção artística. O evento se torna uma plataforma crucial para a troca cultural entre os países da região e é um passo importante para que o Brasil, especialmente São Paulo, se torne um ponto de encontro para galerias latinas.
Participação internacional Nesta edição, a feira conta com a presença de galerias de seis países sul-americanos, um aumento em relação às três do ano passado. Entre as participantes, a galeria argentina **Isla Flotante** apresenta obras de **Tobias Dirty**, enquanto a **Barro** traz peças de **La Chola Poblete**, que recentemente ganhou destaque em uma exposição no Museu de Arte de São Paulo (Masp). A presença da galeria uruguaia **Sur** e da colombiana **Casa Zirio** também demonstra o crescente interesse do mercado brasileiro por artistas da região.
Oportunidades para novos colecionadores A SP-Arte Rotas tem um caráter acessível, permitindo que novos colecionadores entrem no mercado. Com obras com preços mais baixos do que os encontrados em feiras maiores, como a SP-Arte, a Rotas se propõe a democratizar o acesso à arte. A galeria **Papel Assinado**, por exemplo, oferece gravuras que variam entre R$ 3.000 e R$ 4.600, tornando a arte mais acessível a um público mais amplo.
Educar e compartilhar Feitosa também ressalta a importância de educar o público brasileiro sobre o que está acontecendo nos países vizinhos. Essa iniciativa se alinha com uma tendência mais ampla de valorização da produção artística local e regional, promovendo um intercâmbio cultural que vai além das fronteiras. A feira SP-Arte Rotas se insere no contexto de um mercado de arte que está em expansão e se diversificando, colocando o Brasil na vanguarda dessa transformação.
Considerações finais A SP-Arte Rotas é mais do que uma simples feira; é um movimento que visa conectar artistas, galerias e colecionadores em uma rede que fortalece a cultura latino-americana. À medida que o Brasil se posiciona como um centro de arte, eventos como este são essenciais para construir pontes entre os países da região e promover a diversidade cultural.
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