Polícia Civil de São Paulo desarticula rede que derretia joias roubadas
Operação Ouro Reverso mira empresas suspeitas de receptação e fusão de metais preciosos.
Por Beatriz Jiménez · 26 de ago. de 2026, 08:52

Polícia Civil intensifica combate à receptação de metais preciosos em São Paulo
Na manhã desta segunda-feira (24), a **Polícia Civil de São Paulo** deflagrou a segunda fase da Operação Ouro Reverso, intensificando o combate a grupos especializados no roubo, receptação e comercialização de metais preciosos, principalmente joias de ouro. A força-tarefa, conduzida pelo **Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic)**, cumpre 28 mandados de busca e apreensão e mais quatro de prisão. Uma das ações de destaque foi o bloqueio judicial de até R$ 34 milhões nas contas dos investigados, sinalizando o grande impacto financeiro da rede criminosa.
Ação mira o "círculo de fogo" no centro de São Paulo
O foco principal da operação está no chamado "círculo de fogo", formado por empresas localizadas no centro de **São Paulo**, suspeitas de adquirir joias roubadas e promover o derretimento dos metais para eliminar provas e facilitar a revenda no mercado clandestino. As diligências contam com apoio de auditores fiscais da Fazenda estadual e de avaliadores da **Caixa Econômica Federal**, fortalecendo a fiscalização do fluxo ilícito de ouro e outros metais valiosos.
Segundo o secretário **Osvaldo Nico Gonçalves**, titular da **Secretaria de Segurança Pública de São Paulo**, essa fase da investigação atinge o alto comando das organizações criminosas envolvidas no esquema. Em entrevista, Gonçalves destacou que a operação demonstra o compromisso da gestão estadual em desmantelar estruturas sofisticadas de crime organizado que operam há anos na capital paulista.
Contexto e trajetória da Operação Ouro Reverso
A operação Ouro Reverso foi iniciada em 2025 e, na primeira fase, culminou na prisão de um dos maiores negociadores de ouro roubado do estado, integrante de uma quadrilha liderada por uma mulher conhecida como "Mainha do Crime". O grupo fornecia suporte logístico e operacional para quadrilhas paulistas, atuando de forma estruturada para lavar e comercializar metais roubados.
De acordo com o delegado-geral **Artur Dian**, o objetivo atual é coletar novas provas, identificar outros envolvidos e interromper de vez o fluxo criminoso de metais preciosos. "Nossa prioridade é proteger o patrimônio da população e enfraquecer financeiramente essas quadrilhas", afirmou Dian.
Impacto e próximos passos
A Operação Ouro Reverso tem grande repercussão entre comerciantes de joias, consumidores e moradores do centro de São Paulo, trazendo sensação de maior segurança para a região. A expectativa é que novas fases ocorram, já que a investigação segue em andamento, com informações que poderão levar a mais prisões e bloqueios de recursos.
A **Polícia Civil de São Paulo** reforça que denúncias anônimas podem ser feitas por meio dos canais oficiais para contribuir com o combate ao crime de receptação e comércio ilegal de metais preciosos.
Para mais informações atualizadas sobre este e outros casos, acompanhe localpulsebrazil.com.


