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Justiça bloqueia R$ 34,6 milhões em operação contra quadrilha de ouro em SP

Ação da Polícia Civil mira empresas do centro de São Paulo envolvidas no esquema de roubo e revenda de joias.

Por Luis Romero · 26 de ago. de 2026, 07:52

Justiça bloqueia R$ 34,6 milhões em operação contra quadrilha de ouro em SP

A Justiça de São Paulo determinou o bloqueio de R$ 34,6 milhões durante a **Operação Ouro Reverso 2**, desencadeada pela **Polícia Civil do Estado de São Paulo** nesta segunda-feira (24). A ação mira um esquema especializado em roubo, receptação e revenda de joias e alianças de ouro, com mandados cumpridos na capital paulista e em Guarulhos, região metropolitana da cidade.

Contexto e alvo da ação policial

Coordenada pela **3ª Delegacia de Investigações sobre Fraudes Financeiras e Econômicas** da Divisão de Investigações Gerais (DIG) do Deic, a operação tem como principal foco empresas situadas no centro da capital, especialmente na área conhecida como “Círculo de Fogo”. Lá, segundo as investigações, comerciantes compravam peças provenientes de roubos e furtos para derretê-las e eliminar vestígios de origem. O ouro processado era então reinserido de forma ilegal no mercado formal.

Os policiais cumprem quatro mandados de prisão temporária, três de prisão preventiva e 28 mandados de busca e apreensão nos endereços ligados à organização. A suspeita é de que essas empresas atuavam como elo fundamental entre os assaltantes, os receptadores e o comércio regular de metais preciosos.

Histórico do esquema criminoso

As apurações apontam que a cadeia do crime se inicia nos furtos e roubos de joias, passa pela entrega a intermediários e termina nas empresas do centro paulistano, responsáveis por mascarar a origem dos objetos após derreter o ouro. Em operações anteriores, a polícia já havia recuperado 16 alianças roubadas e apreendido cerca de R$ 2,7 milhões em ouro e joias, além de R$ 157 mil em dinheiro em lojas na região central.

A ação faz parte de um esforço contínuo de combate ao crime organizado após a prisão de Suedna Barbosa Carneiro, conhecida como **"Mainha do Crime"** e apontada como líder e financiadora do grupo. Suedna foi detida em fevereiro deste ano. Segundo a **Secretaria da Segurança Pública de São Paulo**, ela articulava a venda rápida dos objetos furtados e financiava crimes violentos, como o que resultou na morte do ciclista Victor Medrado, no entorno do Parque do Povo.

Repercussão e próximos passos

As operações da Polícia Civil trazem alívio à população da capital e Grande São Paulo, regiões frequentemente afetadas por crimes dessa natureza. O bloqueio judicial dos recursos é considerado uma etapa importante para enfraquecer financeiramente a estrutura do esquema criminoso. A expectativa é de que novas diligências e prisões possam ampliar as investigações e identificar outros envolvidos no mercado ilegal de ouro.

Para mais informações sobre segurança pública e ações policiais, fique por dentro das atualizações em localpulsebrazil.com

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