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Sociedade

Febre do Nilo: São Paulo registra primeiros casos e SC tem óbito

Casos de Febre do Nilo Ocidental são confirmados em São Paulo e SC registra uma morte.

Por Cristina Jiménez · 26 de ago. de 2026, 08:12

A **Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP)** anunciou nesta segunda-feira, dia 24, a confirmação dos dois primeiros casos humanos de **Febre do Nilo Ocidental** no estado. Enquanto isso, em Santa Catarina, uma mulher de 77 anos faleceu em decorrência da mesma doença. Os registros em São Paulo ocorreram nas cidades de Ribeirão Preto e São José do Rio Preto.

Detalhes dos Casos em São Paulo

O primeiro caso confirmado em São Paulo é de uma mulher de 34 anos, residente de Ribeirão Preto, que apresentou histórico de viagem recente para a região amazônica e já está recuperada. O segundo caso é de uma adolescente de 18 anos, moradora de São José do Rio Preto, que permanece internada e sob cuidados médicos. Ambos os casos estão com a origem da infecção sendo investigada pela equipe de vigilância epidemiológica.

Tatiana Lang D’Agostini, diretora do **Centro de Vigilância Epidemiológica Prof. Alexandre Vranjac (CVE-SP)**, destacou a importância da vigilância constante: "A confirmação dos dois primeiros casos humanos de Febre do Nilo Ocidental no Estado reforça a importância da vigilância epidemiológica e do acompanhamento permanente da situação. As equipes seguem atuando na investigação dos casos para identificar o local provável de infecção e orientar as medidas de prevenção".

Situação em Santa Catarina

No estado vizinho, **Santa Catarina**, a Secretaria da Saúde confirmou a morte da mulher em Imbituba, além de um segundo caso em Caçador, envolvendo um homem de 56 anos, que já recebeu alta hospitalar. A infecção pela Febre do Nilo é considerada rara e a morte, ainda mais incomum. Desde 2014, quando o Brasil registrou o primeiro caso da doença, 13 estados já confirmaram infecções ao longo dos anos.

Transmissão e Sintomas da Febre do Nilo

A **Febre do Nilo Ocidental** é causada por um vírus transmitido principalmente por mosquitos do gênero **Culex**, conhecidos popularmente como pernilongos. A infecção pode ser assintomática, mas aproximadamente 20% dos infectados desenvolvem sintomas. Os mais comuns incluem febre, dores musculares, mal-estar, náuseas e manifestações neurológicas, que podem levar a complicações graves como encefalite e meningite.

O tratamento é apenas de suporte, sem vacina específica disponível, e pode necessitar de internação em casos mais severos. Para proteção, recomenda-se o uso de repelentes, roupas que cubram a pele, a instalação de telas em portas e janelas e a eliminação de locais que possam acumular água, onde os mosquitos possam se reproduzir.

Conclusão

Com esses casos, a preocupação com a propagação da doença aumenta, e as autoridades de saúde estão alertando a população sobre os riscos e as medidas de prevenção. É fundamental que todos estejam atentos aos sintomas e procurem atendimento médico ao notarem qualquer sinal compatível com a infecção. A vigilância e a informação podem ser as melhores armas contra a febre. Para mais informações sobre saúde e bem-estar, continue acompanhando as atualizações em localpulsebrazil.com.

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