Tarcísio inicia campanha em Osasco e nega perseguição policial a motorista de Haddad
Governador de São Paulo afirma que investigações descartam perseguição policial; campanha é marcada por protestos e promessas para Osasco.
Por Javier García · 18 de ago. de 2026, 11:01

Tarcísio lança campanha em Osasco sob polêmica e protestos
O governador de São Paulo, **Tarcísio de Freitas (Republicanos)**, deu início oficialmente à sua campanha de reeleição no município de Osasco, neste domingo (16), em um evento realizado no Sindicato dos Metalúrgicos. Em meio à largada para a disputa eleitoral, Tarcísio aproveitou para rebater as acusações do adversário **Fernando Haddad (PT)**, que afirmou que seu motorista teria sido alvo de uma perseguição por policiais militares da capital.
"Tudo está mostrando que não houve absolutamente nada, foi uma falsa publicação", declarou o governador ao ser questionado sobre o episódio exposto pela campanha petista. Segundo Haddad, a situação teria ocorrido na última terça-feira (11), quando seu motorista relatou ter sido seguido de perto por uma viatura policial após deixá-lo em casa, na zona sul paulistana. Apesar da suposta intimidação, não houve abordagem formal dos agentes.
Investigação oficial e análise de imagens descartam perseguição
Tarcísio detalhou que a **Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP)** fez uma análise minuciosa do trajeto das viaturas, utilizando dados de GPS e mais de 70 câmeras públicas. De acordo com o governador, não foi constatada nenhuma perseguição ou abordagem fora dos padrões. Para sustentar a versão oficial, um novo vídeo divulgado pela SSP-SP veio a público apontando contradições no relato do petista.
Além disso, a **Polícia Civil de São Paulo** instaurou um inquérito para apurar a possibilidade de denúncia falsa, e o motorista de Haddad será intimado a depor. Tarcísio garantiu que qualquer desvio de conduta policial seria punido severamente.
Protestos e promessas marcam lançamento
O evento de abertura da campanha atrasou aproximadamente uma hora devido a um protesto em frente ao clube. Manifestantes exibiram faixas contrárias a Tarcísio e ao ex-prefeito Rogério Lins (Podemos), que tenta uma vaga na Assembleia Legislativa. O grupo disparou rojões, obrigando os organizadores a restringir o acesso pela entrada principal do sindicato e esvaziar parcialmente o local por segurança.
Mesmo com o público reduzido no início, Tarcísio apresentou propostas voltadas para Osasco, destacando a criação de um novo posto de bombeiros, instalação de uma unidade de atendimento Poupatempo e um ambulatório especializado para a zona norte da cidade.
Palanque destaca críticas ao PT e busca voto feminino
No palco ao lado de Tarcísio, aliados como o prefeito paulistano, Ricardo Nunes (MDB), e o ex-secretário de Segurança, Guilherme Derrite (PP), criticaram duramente o PT e Haddad, reforçando discursos para acirrar a disputa. As líderes Renata Abreu (Podemos) e Cristiane Freitas, primeira-dama do estado, também participaram, em uma tentativa de recuperar terreno junto ao eleitorado feminino, público no qual Tarcísio perdeu apoio segundo a pesquisa Quaest realizada em julho.
A cidade de Osasco, quinto maior colégio eleitoral paulista, foi estratégica para Haddad em 2022, quando superou Tarcísio por pequena margem. Agora, o atual governador tenta reverter esse cenário, repetindo a aposta em alianças locais — como o apoio de Rogério Lins — e apresentando uma agenda de investimentos.
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