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Política

STF dá 30 dias para PGR opinar sobre plano de reocupação em áreas do Rio

Medida busca análise detalhada sobre proposta do governo do Rio para retomada de territórios controlados pelo crime.

Por Joaquín Castro · 19 de ago. de 2026, 07:28

O ministro **Alexandre de Moraes**, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta segunda-feira (17) que a **Procuradoria-Geral da República (PGR)** tem prazo de até 30 dias para se manifestar sobre o **Plano Estratégico de Reocupação Territorial** apresentado pelo governo do estado do Rio de Janeiro. A decisão ocorre no contexto da chamada **ADPF das Favelas** (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental nº 635), ação que discute políticas de segurança e a letalidade policial nas comunidades cariocas.

Medidas Previstas no Plano de Reocupação do Rio

O plano foi formalmente apresentado pela administração estadual ao Supremo em 22 de dezembro de 2025 e prevê uma série de iniciativas para retomar territórios atualmente sob domínio de facções criminosas. Entre as principais propostas estão:

- Instalação de **Bases Integradas de Segurança Territorial (BISTs)**, funcionando 24 horas;
- Policiamento comunitário aliado à integração com outros órgãos públicos;
- Utilização de tecnologias avançadas de monitoramento para apoiar as ações policiais;
- Reforço de ações sociais e de cidadania nas localidades reocupadas.

A Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro manifestou concordância com o plano, destacando a importância da abordagem que vai além do policiamento ostensivo. Além disso, o **Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP)** também deu parecer favorável à homologação do projeto.

Contexto da ADPF das Favelas

A **ADPF das Favelas** foi ajuizada em 2019 pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB), cobrando ações efetivas para reduzir a violência policial nas comunidades do Rio. O processo pede diretrizes claras para garantir o respeito aos direitos humanos durante operações policiais, histórico que motivou o STF a acompanhar e cobrar políticas públicas capazes de diminuir a letalidade nessas áreas.

O ministro Alexandre de Moraes ocupa, por ora, a relatoria do caso, que anteriormente estava sob responsabilidade do ministro aposentado **Luís Roberto Barroso**.

Impacto para o Cotidiano no Rio de Janeiro

Com a ordem do STF, a expectativa é de que o plano receba análise jurídica aprofundada da PGR antes de qualquer decisão sobre sua implementação. Moradores das comunidades afetadas e especialistas em segurança pública acompanham atentamente os desdobramentos, já que as medidas podem implicar em mudanças importantes na relação entre o Estado e as áreas de maior vulnerabilidade social.

Caso receba o aval do Ministério Público e do Supremo, o plano abriria caminho para uma política de segurança mais estruturada e integrada, aliando tecnologia, policiamento comunitário e ações sociais em pontos críticos do Rio.

Continue acompanhando as discussões e atualizações sobre políticas de segurança pública e decisões do STF em localpulsebrazil.com

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