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Sistema Cantareira chega a 34,4% e acende alerta para abastecimento de São Paulo

Volume de água do principal reservatório paulista segue queda, mesmo após chuvas acima da média em julho.

Por Elena Ruiz · 23 de ago. de 2026, 09:51

O nível do **sistema Cantareira**, responsável por abastecer cerca de metade da população da região metropolitana de **São Paulo**, segue caindo de maneira lenta durante o inverno. Nesta quinta-feira (20), o volume ficou em **34,4%** da capacidade total, após reduzir 0,9 ponto percentual em relação à semana anterior, segundo a **Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp)**.

Contexto das chuvas e do clima O comportamento é considerado típico para o inverno seco e de pouca chuva no Sudeste, porém, neste ano, a persistência do calor acima da média e a baixa umidade acentuaram a redução. Embora julho tenha registrado chuvas acima da média, com 27,7 mm de precipitação nos reservatórios — próximo da média histórica de 33,5 mm para agosto — isso não foi suficiente para frear o escoamento de água.

Em números absolutos, a queda de uma semana corresponde a cerca de 8,4 bilhões de litros a menos no sistema. A Sabesp destaca que os volumes acima da média em julho ajudaram a diminuir a pressão da redução da Gestão de Demanda Noturna (GDN), medida que controla a pressão da água durante as madrugadas para economizar recursos.

Medidas para garantir abastecimento Desde 31 de julho, a **Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp)** definiu a diminuição do período de GDN, passando de 10 para 8 horas, buscando equilíbrio sem prejudicar a população. A economia estimada desde a adoção mais ampla da GDN, em agosto de 2025, já soma 191 bilhões de litros – o equivalente ao consumo mensal de 33 milhões de pessoas, representando mais de duas vezes o total da cidade de São Paulo.

Outro reforço para evitar a piora no abastecimento é o aumento da transposição das águas do rio Jaguari, que alimenta o reservatório Atibainha. Com autorização da Agência Nacional de Águas, o volume transferido passou de 162 para até 268,28 bilhões de litros ao ano, contribuição fundamental para o Cantareira se manter mais estável.

Situação dos outros sistemas Os demais sistemas integrantes do **Sistema Integrado Metropolitano (SIM)** — Alto Tietê, Cotia, Guarapiranga, Rio Claro, Rio Grande e São Lourenço — também registram quedas. O SIM caiu de 46,2% para 45,2% em uma semana, sinalizando a necessidade de acompanhamento constante das reservas que abastecem milhões de pessoas na Grande São Paulo.

Alerta para a população O quadro, apesar de preocupação, é monitorado para evitar situações críticas como as de 2014 e 2015, quando foi preciso acessar o "volume morto" dos reservatórios. Para os órgãos gestores, o monitoramento e as medidas de contenção são essenciais para manter a resiliência do abastecimento regional.

Moradores devem ficar atentos às recomendações de economia e uso racional da água durante o período seco. O equilíbrio entre clima e gestão hídrica segue desafiador neste inverno de 2026, ressaltando a importância de ações preventivas e a cooperação de todos.

Para mais informações sobre a situação dos reservatórios e orientações sobre economia de água, acesse localpulsebrazil.com

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