São Paulo pode receber novo transfer ban por dívida com Novorizontino
Clube tem 45 dias para quitar R$ 1,1 milhão ou será impedido de registrar reforços.
Por José Morales · 13 de ago. de 2026, 04:22

São Paulo corre risco de novo transfer ban após dívida com Novorizontino
O **São Paulo Futebol Clube** pode enfrentar novamente um período sem poder registrar novos jogadores, caso não quite uma dívida de **R$ 1,1 milhão** com o **Novorizontino**. A **Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF)** determinou um prazo de 45 dias para regularização do débito, sob pena da imposição de um novo transfer ban ao Tricolor paulista.
Contexto da dívida
A pendência surgiu após a contratação do meio-campista Djhordney, negociado com o Novorizontino. Segundo o acordo firmado entre os clubes, o valor deveria ser pago em cinco parcelas de R$ 200 mil cada uma. No entanto, nenhuma dessas parcelas foi quitada até o momento, segundo informou a agência reguladora do futebol nacional. Com os juros aplicados, o montante subiu para R$ 1,1 milhão.
Histórico de punições recentes
Vale lembrar que, recentemente, o São Paulo conseguiu se livrar de um transfer ban imposto pela FIFA devido ao não pagamento à Lazio, da Itália, pela transferência do jogador Marcos Antônio. Na ocasião, a diretoria pagou 1,5 milhão de euros (cerca de R$ 6 milhões na cotação atual) para normalizar a situação e liberar a inscrição de reforços.
Na última janela de transferências, o clube enfrentou dificuldades para inscrever o zagueiro Domingos Duarte e o lateral-esquerdo Iago por conta da punição em vigor. Agora, o risco é de uma nova sanção brasileira, o que pode complicar o planejamento futuro da equipe.
Possível impacto e estratégia do clube
Mesmo que o prazo para o novo transfer ban termine após o fechamento da janela (em 11 de setembro), a diretoria do São Paulo monitora de perto a situação. Isso porque, caso o bloqueio seja confirmado, o clube ficará impedido de registrar reforços nas próximas janelas, o que pode comprometer a montagem do elenco para o restante da temporada e até para o ano seguinte.
Internamente, a orientação é buscar alternativas para efetuar o pagamento o quanto antes. A principal aposta é na venda de jogadores do atual elenco para captar recursos suficientes. Segundo fontes ligadas ao clube, outras dívidas também pressionam o caixa tricolor e fazem parte do esforço de ajuste financeiro para equilibrar as contas.
O que disseram as autoridades
A **ANRESF** foi categórica ao estabelecer o prazo de 45 dias e destacou que a punição será inevitável caso o clube paulista não regularize a situação junto ao Novorizontino. Já a diretoria do São Paulo, em nota, afirmou monitorar a situação e buscar soluções através do mercado de transferências e negociações internas.
Repercussão no futebol brasileiro
O episódio reforça o debate sobre gestão financeira dos clubes brasileiros e expõe novamente as dificuldades dos times em equilibrar investimentos e compromissos financeiros. Caso não consiga reverter o cenário, o São Paulo pode enfrentar limitações importantes e desafios extras nas próximas temporadas.
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