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Topics: [notícias, Sociedade, Segurança]

MPF solicita reforço na fiscalização dos voos de helicóptero no Rio após acidentes

Órgão pede medidas de controle e segurança para voos panorâmicos na capital fluminense.

Por Rubén López · 13 de ago. de 2026, 04:57

MPF pede maior controle dos voos de helicóptero no Rio de Janeiro

O **Ministério Público Federal (MPF)** iniciou uma mobilização para reforçar a segurança dos voos comerciais de helicóptero no Rio de Janeiro. Após dois acidentes graves envolvendo aeronaves de passeio, o órgão entrou com uma ação civil pública contra a **União**, a **Agência Nacional de Aviação Civil (Anac)**, o **Instituto Estadual do Ambiente (Inea)** e a **Prefeitura do Rio de Janeiro**. A intenção é garantir que empresas e operadores cumpram rigorosamente as normas e minimizar riscos para moradores e turistas.

Contexto e tragédias recentes

O debate ganhou força após dois episódios recentes. No último sábado (8), um helicóptero caiu no **Parque Nacional da Tijuca**, próximo à Vista Chinesa, provocando um incêndio e resultando na morte de três turistas colombianas e do piloto. Outro acidente ocorreu em 14 de junho de 2026, quando dois helicópteros colidiram no ar e caíram no bairro do Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste do Rio. O trágico episódio vitimou seis pessoas, incluindo o cantor americano **Oliver Tree** e o youtuber argentino **Gaspi**. O impacto causou uma explosão que destruiu dezenas de veículos em um pátio próximo.

Em resposta, o **MPF** abriu um novo inquérito civil para apurar a conduta da **Voos Rio Panorâmico Serviços Aeronáuticos Ltda.**, questionando os impactos ambientais do acidente ocorrido dentro de uma área de preservação. Essa apuração acontece paralelamente às investigações sobre as causas dos acidentes.

Medidas sugeridas pelo MPF

Os pedidos do Ministério Público Federal envolvem:

- Que o **Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea)** direcione todos os voos panorâmicos e de transporte remunerado para a Rota Especial de Helicópteros Praia (REH Praia), corredor aéreo paralelo ao litoral carioca.
- Fiscalização mais rígida da **altura mínima** dos voos e das demais normas de operação.
- Reforço da Anac no controle dos operadores e empresas, impedindo atividades comerciais sem as autorizações e requisitos legais.

Segundo dados do próprio MPF, empresas do setor realizaram quase 25 mil voos panorâmicos em apenas um ano, transportando cerca de 81 mil passageiros. Para o procurador **Sergio Suiama**, autor da ação, é preciso compatibilizar o turismo com a segurança pública e a proteção ambiental: "Não se pretende proibir os passeios, mas não é razoável expor a população e áreas protegidas a esses impactos. O Rio já possui uma rota que permite a atividade com segurança", explica.

Efeitos para moradores e turistas

A intensificação da fiscalização deve impactar tanto empresas do setor quanto a experiência de quem busca passeios turísticos de helicóptero. O objetivo do **MPF** é garantir que a crescente demanda pelo serviço não coloque em risco milhares de pessoas nem cause danos ambientais a reservas como o Parque Nacional da Tijuca.

A expectativa é de que, com a ação civil pública, os órgãos federais adotem providências rápidas. Novos desdobramentos e medidas podem ser anunciados nos próximos dias, acompanhados de perto pelos moradores e turistas da capital fluminense.

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