Mãe de meninas assassinadas pelo pai em São Paulo desabafa nas redes sociais
Jennifer Nayra expõe sua dor após a tragédia familiar e relata ameaças sofridas pelo ex-companheiro.
Por Santiago Delgado · 12 de ago. de 2026, 07:44
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Tragédia familiar abala Zona Sul de São Paulo
A trágica morte de duas meninas de 3 e 5 anos, em São Paulo, causou comoção e reacendeu debates sobre segurança e violência doméstica no Brasil. **Jennifer Nayra Alves dos Santos**, mãe das vítimas, lamentou publicamente a perda das filhas e revelou nas redes sociais o sofrimento com as ameaças e agressões que vinha sofrendo do ex-companheiro, **Breno de Souza Castro**, de 24 anos, autor confesso do crime.
Dor e luto expostos nas redes sociais Em dois depoimentos emocionantes publicados após o crime, Jennifer expressou profunda tristeza e culpa pelo ocorrido. "Se eu pudesse voltar no tempo, faria tudo diferente. Princesas, mamãe ama vocês. Cuidem de mim aí de cima, minhas estrelinhas. Mamãe nunca vai esquecer de vocês", escreveu Jennifer em uma das postagens.
Na segunda-feira (10), ela reforçou a saudade e o vazio que ficou: "Mamãe está com tanta saudade de vocês, pequenas. Vocês me deixaram sozinha, mas cuidem de mim aí de cima, minhas pequenas estrelas. Está tão difícil sem vocês. A vida não tem mais sentido".
O caso e investigação policial O caso aconteceu na manhã de domingo (9), no bairro Jardim Guanabara, Zona Sul da capital paulista. Segundo as investigações, Breno Castro pegou as filhas sob o pretexto de um passeio, prometendo levá-las ao Museu do Ipiranga. Ao invés disso, tirou a vida das crianças dentro de um carro estacionado na Rua Luiz Supertti. Em seguida, ele se apresentou ao 48º Distrito Policial de Cidade Dutra com sinais de embriaguez e confessou o crime.
A Polícia Militar, acionada pela mãe das meninas ao perceber o desaparecimento das crianças, foi até o local indicado por Breno e confirmou a morte das meninas. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) constatou o óbito no local.
Jennifer relatou ainda que, ao se separar do ex-marido devido a agressões e traições, passou a ser perseguida e recebia ameaças constantes. O relacionamento havia durado cerca de oito anos.
Violência doméstica em destaque e repercussão A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou que Breno foi detido em flagrante por homicídio e violência doméstica e permanece à disposição da Justiça. O caso segue sob investigação do 101º Distrito Policial (Jardim das Imbuias), com apoio dos Institutos de Criminalística e Médico Legal.
Famílias, amigos e entidades ligadas aos direitos das mulheres e crianças manifestaram solidariedade a Jennifer e pedem medidas mais severas contra a violência doméstica e o feminicídio, visando proteger mulheres e crianças em situações de risco.
Próximos passos e reflexões O caso reascende o debate sobre os desafios que vítimas enfrentam ao buscar proteção e a necessidade de políticas públicas efetivas para prevenção e acolhimento. O luto de Jennifer se une ao apelo de muitas mães brasileiras por justiça e mudanças estruturais diante da violência familiar.
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