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Juíza determina prisão preventiva de empresário após agressão em São Paulo

Magistrada afirma que prisão é necessária para garantir segurança de mulher vítima de violência doméstica.

Por Sara Márquez · 20 de ago. de 2026, 10:49

Prisão de empresário após agressão mobiliza Justiça em São Paulo

A **Justiça de São Paulo**, por meio de decisão da juíza responsável pela audiência de custódia, decretou a prisão preventiva do empresário Ivo Kos, 48 anos. Ele é acusado de agredir a própria esposa, a dentista Giullia Melo Falcão Vel Kos, de 27 anos, durante a madrugada de sábado (15), no bairro Pinheiros, zona oeste da capital paulista.

Segundo destacou a magistrada em declaração durante a audiência, as medidas protetivas ordinárias oferecidas pela Justiça não seriam suficientes para garantir a integridade física e psicológica da vítima neste contexto específico. “O autor demonstrou concretamente que sua liberdade oferece risco à ofendida e a aplicação de medidas protetivas de urgência não será suficiente para resguardar a integridade física e psicológica da vítima”, pontuou a juíza, conforme vídeo divulgado pelo perfil MathiasTV no Instagram.

Contexto do caso e decisões judiciais

Com base na análise do histórico de violência entre o casal — relatado nos autos do processo — e na gravidade dos ferimentos, a juíza optou por converter a prisão em flagrante do empresário em prisão preventiva. Isso significa que ele permanecerá detido enquanto o inquérito tramita, como medida de proteção à vítima.

O advogado de defesa de Ivo Kos, Davi Gebara, solicitou liberdade provisória com ou sem fiança, argumentando que o réu era primário e sem antecedentes criminais. No entanto, a magistrada negou o pedido, enfatizando o histórico de agressões reiteradas e o receio fundado da vítima.

Consta do boletim de ocorrência que ambos apresentavam lesões visíveis: o empresário com ferimentos na testa e na orelha direita, e a dentista com sinais de agressão no rosto. Apesar de Kos negar as agressões e alegar que foi vítima, a juíza apontou que os elementos nos autos apontam para um risco concreto, fundamentando a necessidade da prisão cautelar.

Repercussão e desdobramentos

O episódio gerou repercussão por envolver um empresário do setor financeiro com passagem por instituições como J.P. Morgan, UBS, Link Investimentos e fundador da Virgo, posteriormente adquirida pela Riza Holding. Além da acusação de violência doméstica, ele é investigado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) por supostas irregularidades cometidas enquanto atuava na área de investimentos.

A decisão da magistrada, que optou pela manutenção do empresário preso, chama a atenção para a importância do papel do Judiciário no combate à violência doméstica e na proteção de mulheres em risco, especialmente em casos onde os mecanismos legais tradicionais não garantem a segurança das vítimas.

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