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Política

Haddad acusa Tarcísio de improbidade em debate sobre atrasos no Propag

Fernando Haddad critica adiamento na adesão ao Propag e cobra prejuízo bilionário em São Paulo.

Por Miguel Pérez · 12 de ago. de 2026, 08:12

Haddad aponta prejuízo bilionário e questiona postura de Tarcísio

Durante o primeiro debate entre os candidatos ao governo de São Paulo nas eleições de 2026, promovido pela Band neste domingo (9), **Fernando Haddad (PT)** fez críticas contundentes ao atual governador, **Tarcísio de Freitas (Republicanos)**. O petista afirmou que o Estado perdeu cerca de R$ 8 bilhões em 2025 devido ao atraso na adesão ao **Propag (Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados)**, responsabilidade atribuída a Tarcísio.

Segundo Haddad, São Paulo poderia ter aderido ao programa desde março de 2025, mas só oficializou a participação em dezembro daquele ano. O ex-ministro da Educação acusou o governador de tomar uma decisão motivada por resistência política ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Você deixou de trazer R$ 1 bilhão por mês porque não quis tirar uma foto ao lado do presidente Lula. Essa decisão causou prejuízo não só ao governo, mas também a todos os municípios paulistas”, disparou Haddad durante o debate. Para ele, a falta de agilidade de Tarcísio em aderir ao Propag deveria ser investigada como improbidade administrativa.

Tarcísio rebate e defende critérios técnicos para adesão

Em resposta, **Tarcísio de Freitas** argumentou que São Paulo só não ingressou no Propag no início pois, naquele momento, mecanismos importantes para os interesses do Estado tinham sido retirados do programa. O governador citou a ausência da securitização do Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional e outras garantias fiscais, justificando que a adesão imediata prejudicaria a capacidade de investimento paulista.

O posicionamento do Congresso Nacional, ao derrubar alguns vetos presidenciais no final de 2025, teria, segundo Tarcísio, restabelecido condições consideradas vantajosas para São Paulo. “Quando os instrumentos foram restabelecidos, fez sentido aderir. Aí, sim, São Paulo entrou no programa”, afirmou, rejeitando as acusações de Haddad sobre prejuízo deliberado ao Estado.

Debate evidencia tensão política sobre gestão do Estado

Além do embate sobre o Propag, o debate abrangeu a relação financeira entre São Paulo e o governo federal, os repasses aos municípios e a renegociação de dívidas. Haddad ressaltou que recursos federais e operações de crédito beneficiaram o Estado, enquanto Tarcísio alegou encontrar entraves em Brasília e sustentou que sua administração proporcionou os maiores repasses municipais já registrados.

Ambos os candidatos também trocaram acusações sobre a veracidade das informações apresentadas. Haddad chegou a citar o Tesouro Nacional como fonte para comprovar os dados sobre o Propag, enquanto Tarcísio reforçou a defesa dos interesses financeiros de São Paulo.

Repercussão amplia debate eleitoral em São Paulo

A discussão sobre a adesão ao Propag e a gestão das finanças estaduais deverá ser um dos temas centrais da disputa pelo governo paulista em 2026. O eleitorado poderá conferir de perto a trajetória das negociações, o impacto nas contas estaduais e a veracidade das alegações entre os principais candidatos.

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