Segurança em São Paulo domina debate eleitoral: propostas de Tarcísio e Haddad detalhadas
Saiba como os principais candidatos ao governo de São Paulo propõem enfrentar a criminalidade no estado.
Por Raquel Martínez · 23 de ago. de 2026, 11:32

Segurança pública no centro do debate eleitoral em São Paulo A corrida eleitoral para o governo de São Paulo segue marcada pela preocupação com a segurança pública. Segundo o levantamento mais recente do Datafolha, divulgado em julho, o tema é prioridade absoluta para 27% dos entrevistados — empatado com a saúde. Um dado alarmante que pressiona os candidatos é o recorde de feminicídios: 141 registros apenas no primeiro semestre de 2026, o maior índice já apontado pela Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP).
No primeiro debate de televisão entre os principais candidatos, **Tarcísio de Freitas (Republicanos)** e **Fernando Haddad (PT)**, dedicaram grande parte do tempo ao tema da violência. As discussões ganharam corpo após o registro oficial de candidaturas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), momento em que ambos apresentaram em detalhes seus planos para o setor.
O que propõe o plano de segurança de Tarcísio de Freitas? O candidato à reeleição aposta numa estratégia tecnológica e expansiva, com destaque para o **Centro de Inteligência e Inovação de São Paulo (SP CIN)**, projetado para integrá-lo às demais forças de segurança do estado. Entre as principais propostas:
- Contratação de 16,2 mil novos policiais e fortalecimento do efetivo.
- Implantação do SP CIN para monitoramento em tempo real, batalhões táticos e atuação especializada em comunidades e áreas de difícil acesso.
- Monitoramento de corredores com maiores índices de roubos e furtos, sobretudo regiões centrais, saídas de transporte público, áreas comerciais e de lazer.
- Ampliação e integração de câmeras municipais e privadas ao sistema estadual.
- Unificação do canal de atendimento da **Polícia Militar**, **Corpo de Bombeiros** e **SAMU**.
- Ampliação do Programa Muralha Paulista e consolidação do Registro Integrado de Evento (RIESP).
- Foco no combate ao crime organizado, com ações de investigação patrimonial e reinvestimento de bens apreendidos na segurança.
- Reforço na atuação contra crimes digitais e proteção de crianças e adolescentes no ambiente online.
- Uso de pessoas privadas de liberdade para atividades de zeladoria urbana.
- Revitalização de áreas centrais, como o antigo local da Favela do Moinho.
Fernando Haddad e o plano SP Protege Já o ex-ministro da Fazenda aposta no **SP Protege**, um projeto baseado em "Impunidade Zero" e atuação em três frentes:
- **Ruas**: Integração entre polícias e guardas municipais, uso de inteligência artificial para mapear ocorrências e orientar policiamento.
- **Casas**: Priorização do combate à violência doméstica, plataformas de monitoramento para vítimas, integração ao programa federal Alerta Mulher Segura.
- **Andar de cima**: Criação da Agência Estadual Antifacção, reunindo polícias estaduais, Receita, Ministério Público e órgãos federais para combater o comando do crime organizado.
- Exposição trimestral dos resultados no "placar da segurança".
- Valorização dos policiais, com reajuste salarial, melhores condições de trabalho, e uso obrigatório de câmeras corporais.
- Operação ‘Meu Celular de Volta’: rastreamento e bloqueio imediato de aparelhos roubados ou furtados.
- Central de combate a golpes virtuais e bloqueio rápido de recursos desviados.
- Atenção especial às áreas rurais, prevenção a crimes patrimoniais e proteção aos pequenos produtores.
- Combinação de policiamento e programas de inclusão social em territórios com alta incidência de violência, como escola em tempo integral e alistamento civil remunerado.
- Separação dos detentos por perfil e facção para maior controle do sistema prisional.
Impacto e próximos passos A centralidade da segurança pública nas campanhas reflete o aumento da demanda social por respostas efetivas para a criminalidade em São Paulo. A expectativa é de que os debates se intensifiquem nos próximos meses, e que as propostas dos candidatos sejam amplamente discutidas para além do horário eleitoral. O eleitor paulista, atento, cobra medidas concretas e resultados objetivos das autoridades.
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