Pular para o conteúdo
AgoraSão Paulo FC: ônibus apreendido na Bolívia com 86 kg de maconha
Segurança

Fonoaudióloga baleada em ônibus revela rotina de violência no transporte do Rio

Profissional foi atingida por bala perdida em Vicente de Carvalho durante confronto armado a caminho do trabalho.

Por Isa García · 13 de ago. de 2026, 04:26

Uma fonoaudióloga de 53 anos foi vítima de bala perdida na manhã desta quarta-feira (12), enquanto seguia para o trabalho dentro de um ônibus da linha 629 (Irajá-Saens Peña), na zona norte do Rio de Janeiro. O caso ocorreu em Vicente de Carvalho, durante um confronto armado entre policiais militares do 41º BPM (Irajá) e suspeitos nas proximidades da comunidade do Trem, na divisa com Vila Kosmos.

Rotina de violência atinge trabalhadores e usuários do transporte

Segundo informações da Secretaria de Estado de Saúde, a vítima, identificada como Aline de Siqueira Affonso, foi atingida no pescoço e sofreu lesão cervical grave. Ela foi rapidamente socorrida e encaminhada ao Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha, onde passou por quatro horas de cirurgia de emergência e segue internada em estado grave no CTI. O incidente expõe os riscos que trabalhadores do Rio enfrentam diariamente ao utilizar o transporte coletivo na cidade.

Pânico entre passageiros e atuação dos profissionais

O tiroteio ocorreu por volta das 7h, quando o ônibus passava pela avenida Meriti, próximo ao Colégio Pio XII. Passageiros relataram momentos de desespero, com todos correndo para se proteger dentro do colégio. Essas cenas de pânico são recorrentes em regiões vulneráveis do Rio de Janeiro, onde confrontos armados ocasionalmente atingem inocentes.

Após ser informada que uma passageira estava ferida, a Polícia Militar auxiliou no socorro assumindo o volante do coletivo e dirigindo até o Hospital Getúlio Vargas. Durante esse trajeto, o ônibus chegou a se envolver em uma colisão com uma ambulância do Samu na entrada do hospital, mas não houve relatos de novos feridos nesse segundo incidente.

Ações das autoridades e reflexo na sociedade

O caso foi registrado na 27ª DP (Vicente de Carvalho), que já realizou perícia e segue ouvindo testemunhas para esclarecer a dinâmica do crime. Segundo a Polícia Militar, o policiamento foi reforçado nos arredores da comunidade do Trem após o confronto.

Em nota, o sindicato Rio Ônibus lamentou o ocorrido e criticou a recorrente violência enfrentada diariamente por funcionários e passageiros do transporte público na capital fluminense. A entidade destacou o impacto direto que episódios assim têm na vida dos rodoviários e na segurança dos usuários, além de cobrar políticas públicas mais efetivas para reduzir esses riscos.

Esforço contínuo e desafios no transporte coletivo

Apesar de esforços das autoridades para coibir confrontos e ampliar a segurança, episódios como esse ainda refletem os grandes desafios vividos por quem depende do transporte público no Rio de Janeiro. O caso de Aline reacende o debate sobre a necessidade de ações conjuntas entre órgãos de segurança, poder público e sociedade civil para proteger trabalhadores e passageiros.

Acompanhe atualizações sobre segurança pública e transporte nas cidades brasileiras em localpulsebrazil.com.

Leia também

Fonoaudióloga baleada em ônibus do Rio durante tiroteio | Local Pulse Brazil