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Política

Flávio Bolsonaro lança campanha em Copacabana com críticas a Lula

Senador inicia sua corrida à presidência com ataque ao governo e promessas de segurança pública.

Por Pablo Ríos · 18 de ago. de 2026, 10:52

O senador **Flávio Bolsonaro** deu início à sua campanha presidencial neste domingo (16), em um ato realizado na famosa praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. O evento atraiu diversas pessoas e foi marcado por discursos contundentes, onde Flávio não poupou críticas ao governo do presidente **Luiz Inácio Lula da Silva** (PT) e ao **Supremo Tribunal Federal** (STF).

Discurso cheio de referências Durante seu discurso, Flávio Bolsonaro fez uso de um áudio emotivo de seu pai, o ex-presidente **Jair Bolsonaro** (PL), para enfatizar suas promessas e criticar a situação atual do país. Ele declarou: "Vou ser o próximo presidente da República porque vou enfrentar esse sistema", numa clara alusão ao seu desejo de se distanciar do governo atual e do que considera uma gestão falida.

Flávio comparou seu pai a **Pelé**, destacando a importância de Jair na política brasileira, mesmo em sua atual situação de prisão domiciliar. Além disso, ele afirmou que o Brasil observa Brasília "com nojo" e prometeu uma série de medidas, incluindo cortes de gastos e uma abordagem mais enérgica contra o crime organizado. "Quem tem soberania aqui no Complexo do Alemão? O governo ou o Comando Vermelho?", questionou, evidenciando a insegurança que permeia a vida urbana.

Foco na segurança e na economia A segurança pública foi um dos temas centrais do discurso. Flávio ressaltou que os brasileiros vivem com medo, abordando a crescente violência e a sensação de insegurança. Ele se comprometeu a tratar organizações criminosas como o **PCC** (Primeiro Comando da Capital) e o Comando Vermelho como organizações terroristas, se eleito.

A economia também foi um ponto abordado, onde Flávio criticou o endividamento das famílias e os altos impostos. "O governo Lula é gastador", afirmou, referindo-se ao que considera uma má gestão fiscal e prometendo soluções para aliviar a carga sobre os cidadãos.

Mobilização e apoio político O evento em Copacabana, que contou com a presença de aproximadamente 8.900 pessoas, segundo estimativas do **Monitor do Debate Político**, buscou imitar os atos políticos de seu pai, convocando os participantes a vestir verde e amarelo, cores que simbolizam o bolsonarismo. **Douglas Ruas**, candidato do PL ao governo do Rio, também fez uma aparição significativa, prometendo trabalhar em parceria com Flávio.

Cenário de disputa eleitoral A campanha de Flávio Bolsonaro começa em um cenário competitivo, com pesquisas mostrando uma acirrada disputa entre ele e Lula. A pesquisa **Genial/Quaest** divulgada recentemente apontou Lula com 38% das intenções de voto, enquanto Flávio aparece com 31%. No segundo turno, a diferença é mínima, o que indica uma eleição potencialmente polarizada.

Com a mobilização em Copacabana, Flávio busca não apenas reviver a imagem de seu pai, mas também consolidar sua própria base de apoio. A escolha do local e a estratégia de comunicação refletem um esforço consciente para se posicionar como o candidato da mudança em meio a um eleitorado que anseia por renovação.

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