Flávio Bolsonaro lança campanha à Presidência com críticas a Lula em Copacabana
O senador Flávio Bolsonaro (PL) inaugurou oficialmente sua campanha presidencial neste domingo (16), em um evento realizado na orla de Copacabana, no Rio de Janeiro — local já conhecido como cenário de manifestações bolsonaristas. Embora com número reduzido de apoiadores em comparação aos eventos do ex-presidente Jair Bolsonaro, a ação serviu como marco para a estratégia eleitoral do campo conservador para as eleições de 2026.
Contexto local e simbologia do evento
O ato em Copacabana esteve repleto de referências ao bolsonarismo clássico: bandeiras dos Estados Unidos, orações públicas, e apoiadores uniformizados com camisas da Seleção Brasileira. Flávio Bolsonaro seguiu à risca o roteiro já visto em campanhas anteriores, inclusive contando com um áudio enviado por seu pai, atualmente preso por tentativa de golpe de Estado, em que ressaltava temas como “patriotismo” e a busca pela felicidade nacional. O senador subiu ao trio elétrico usando colete à prova de balas e uma camisa verde e amarela com os dizeres "Meu partido é o Brasil".
Críticas a Lula e promessas de endurecimento na segurança
Durante o discurso, Flávio Bolsonaro foi enfático em seus ataques ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), acusando o atual governo de incompetência, corrupção e má gestão financeira. "Lula é o caloteiro da esperança", declarou o senador, prometendo "resgatar a soberania" nacional ao tratar facções criminosas como o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. Ele também anunciou a intenção de promover um “tesouraço” a partir de 2027, com cortes em impostos e cargos públicos vinculados ao partido adversário.
Pautas conservadoras no centro da agenda
Mantendo a tônica dos valores defendidos pela direita, Flávio Bolsonaro afirmou que indicará para o Supremo Tribunal Federal (STF) nomes contrários ao aborto e à legalização das drogas caso seja eleito. Outros temas, como a discussão sobre castração química para condenados por abuso sexual e a redução da maioridade penal, também foram destacados. O candidato prometeu revisão no currículo escolar para evitar, segundo ele, a formação de "militantes" nas escolas.
Impacto e repercussão
O evento contou ainda com discursos de aliados, como o candidato a vice-presidente Alfredo Gaspar (PL) e o candidato ao governo do Rio, Douglas Ruas (PL), que reforçaram críticas à criminalidade e ao governo federal. Apesar da ausência de figuras frequentes na campanha bolsonarista como o pastor Silas Malafaia no trio elétrico, o apoio religioso foi marcante.
Apesar do tom conservador e do entusiasmo dos presentes, a baixa adesão — ocupando apenas um quarteirão da Avenida Atlântica — gerou comentários sobre o fôlego e mobilização da candidatura neste início de campanha.
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