Febre maculosa faz quatro vítimas fatais no Rio e alerta é ampliado em todo o Brasil
Doença transmitida por carrapatos já teve 823 casos e 143 mortes no país desde 2024.
Por Paco Ríos · 12 de ago. de 2026, 07:17

A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) confirmou recentemente que quatro pessoas morreram em decorrência da febre maculosa no estado apenas em 2026. O cenário é preocupante em todo o país: segundo dados oficiais, o Brasil já registrou 823 casos da doença transmitida por carrapatos entre 2024 e junho de 2026, com 143 óbitos.
Situação no Rio de Janeiro e pelo Brasil A febre maculosa é uma infecção grave causada principalmente pela picada de carrapatos infectados, comuns em áreas rurais, matas, pastos e locais com animais como cavalos, capivaras e cães. No Rio, entre os 87 casos identificados no período, 34 resultaram em mortes, elevando o estado ao topo das estatísticas nacionais ao lado de Minas Gerais e São Paulo, onde o problema também é historicamente relevante.
No contexto nacional, em 2025 o Brasil registrou 14 mortes, uma leve redução comparada a 2024, quando ocorreram 19 óbitos. No entanto, o aumento observado nos primeiros meses de 2026 já acende novo alerta entre autoridades de saúde.
Prevenção e orientações do Ministério da Saúde O Ministério da Saúde reforça a importância da prevenção, orientando a população que circule por áreas arborizadas ou gramadas a usar roupas claras (para facilitar a visualização dos carrapatos), calças, botas e camisas de manga longa. Também é fundamental evitar ambientes com vegetação alta e inspecionar animais domésticos regularmente, retirando eventuais carrapatos com pinças, sem espremer o parasita, seguido de limpeza do local picado com álcool ou água e sabão.
Desde o início de 2026, o governo federal distribuiu mais de 2,3 mil ampolas e 10,9 mil comprimidos de doxiciclina, antibiótico utilizado no tratamento da febre maculosa, para reforçar o estoque do Sistema Único de Saúde (SUS).
Sintomas e quando procurar atendimento Os sintomas iniciais da febre maculosa podem se confundir com outras infecções, incluindo dor de cabeça intensa, febre, náuseas, vômitos, dores musculares e abdominais, além de diarreia. Nos casos graves, há risco de inchaço e vermelhidão nas mãos e pés, gangrena nos dedos e orelhas e, eventualmente, paralisia dos membros que pode progredir para parada respiratória.
A orientação é buscar uma unidade de saúde ao sentir qualquer sintoma após contato com áreas de risco ou notar carrapatos no corpo. O tratamento é gratuito pelo SUS e consiste no antibiótico específico por sete dias, mais três dias após o fim da febre.
Impacto e cuidados redobrados A expansão da febre maculosa exige atenção redobrada principalmente de quem vive ou trabalha em regiões naturais ou próximas a rios e florestas, inclusive no Paraná, onde há zonas de risco reconhecidas.
Com diagnósticos ainda considerados difíceis devido à semelhança com outras doenças, a febre maculosa reforça a importância da informação e da adoção de cuidados simples para evitar a picada de carrapatos.
Fique por dentro das últimas notícias do Brasil em localpulsebrazil.com


