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Febre do Nilo Ocidental preocupa regiões rurais e alerta Ministério da Saúde

Ministério da Saúde reforça vigilância após registros de casos em Santa Catarina e São Paulo.

Por Pedro López · 26 de ago. de 2026, 07:07

A **Febre do Nilo Ocidental** voltou a receber atenção do Ministério da Saúde nesta semana após quatro casos confirmados no Brasil, dois em Santa Catarina e dois em São Paulo. O cenário se agravou com a morte de uma idosa de 77 anos em Imbituba (SC), o que deixou em alerta autoridades de saúde em todo o país, especialmente em regiões rurais e silvestres, ambientes de risco para o contágio.

Contexto e áreas de risco A febre, causada por um vírus transmitido principalmente pela picada de pernilongos, circula em áreas onde aves silvestres são comuns, pois esses animais servem de reservatório natural do vírus. A **Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina** confirmou dois episódios na segunda-feira (24). A idosa que perdeu a vida morava em Imbituba e o outro paciente, de 56 anos, vive em Caçador. Ambos apresentaram sintomas neurológicos graves.

Já em **São Paulo**, os primeiros casos envolvem uma mulher de 34 anos, de Ribeirão Preto, que esteve recentemente na região amazônica e se recuperou, além de uma adolescente de 18 anos de São José do Rio Preto, que permanece internada. As equipes de saúde de ambos os estados investigam as origens das infecções e mapeiam locais de circulação do vírus.

As principais áreas de risco sinalizadas pelo **Ministério da Saúde** são ambientes rurais e silvestres que costumam receber a presença de aves migratórias. Trabalhadores como veterinários, agrônomos, zootecnistas, biólogos, agricultores e jardineiros estão no grupo que demanda atenção especial. A recomendação é redobrar os cuidados com proteção individual ao atuar em áreas abertas.

Sintomas e cuidados necessários Na maioria dos infectados, a Febre do Nilo Ocidental causa apenas sintomas leves, como febre, náusea, vômito e dores musculares. Contudo, em casos excepcionais, pode evoluir para quadros neurológicos severos, incluindo meningite, encefalite ou paralisia flácida aguda. Os pacientes podem ainda relatar fraqueza muscular intensa, manifestações gastrointestinais e alterações de comportamento.

No momento, não há vacinas aprovadas para prevenção da Febre do Nilo Ocidental no Brasil. Especialistas reforçam a importância de medidas básicas, como uso de roupas de manga comprida, repelentes e evitar locais propícios ao acúmulo de água parada.

Vigilância, prevenção e próximos passos Atenção especial é necessária em municípios do interior, especialmente durante períodos de maior circulação de aves e pernilongos. O **Ministério da Saúde** e as secretarias estaduais intensificaram a vigilância epidemiológica e investigam roteiros dos pacientes para restringir possíveis áreas de foco da doença.

Caso apresente sintomas associados, a orientação é buscar imediatamente uma unidade de saúde para avaliação clínica. O monitoramento constante e a conscientização das comunidades rurais são fundamentais para conter a disseminação do vírus.

Para mais informações sobre saúde pública e alertas epidemiológicos, continue acompanhando as atualizações em localpulsebrazil.com

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