Ex-padre condenado a 48 anos por tortura e abuso de enteados
Eric Araujo Siqueira Pereira foi sentenciado por crimes graves contra as crianças.
Por Carmen Castillo · 14 de ago. de 2026, 13:24

A Justiça do Rio de Janeiro impôs uma pena severa ao ex-padre **Eric Araujo Siqueira Pereira**, condenando-o a 48 anos, 1 mês e 10 dias de reclusão. O veredicto, proferido pela 4ª Vara Criminal de São Gonçalo, ocorreu na madrugada desta quarta-feira (5 de agosto de 2026). Os crimes que levaram à condenação incluem tortura, instigação ao suicídio, fornecimento de material pornográfico a crianças e estupro de vulnerável, sendo as vítimas dois enteados do réu.
Contexto dos crimes
Os atos de violência ocorreram entre outubro de 2020 e maio de 2021, período em que **Eric** vivia com sua companheira, as crianças e uma filha do casal. As denúncias apontam que os menores eram frequentemente submetidos a agressões físicas, violência psicológica e abusos sexuais dentro de sua própria casa. O caso veio à tona após uma das crianças apresentar alterações comportamentais significativas, levando-a a ser encaminhada para atendimento especializado.
A avaliação inicial diagnosticou a criança com esquizofrenia, mas uma equipe multidisciplinar posteriormente identificou que os sintomas estavam relacionados às violências sofridas. Diante das revelações, o **Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ)** decidiu incluir na denúncia novas acusações de abuso sexual e instigação ao suicídio.
Gravidade das ações
O Conselho de Sentença destacou a gravidade da instigação ao suicídio, onde o ex-padre optava por castigar uma das crianças em um terraço sem proteção, sugerindo que ela se jogasse para "encontrar papai do céu". Essa manipulação emocional e psicológica foi um aspecto crucial para a condenação, evidenciando a exploração da vulnerabilidade da vítima.
Repercussão e próximos passos
A condenação de **Eric Araujo Siqueira Pereira** levanta discussões sobre a proteção de crianças em situações de vulnerabilidade e a importância de intervenções adequadas. A sociedade aguarda agora a aplicação da pena e possíveis recursos de defesa, enquanto as vítimas e suas famílias buscam apoio psicológico e social para superar os traumas causados. Essa sentença é um passo importante na luta contra a impunidade em casos de abuso e violência contra crianças no Brasil.
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