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Sociedade

Entregador preso admite participação em agressão a ciclista em Copacabana

Felipe dos Santos Silva confessou ter agredido o ciclista Cláudio Landeiro após confusão sobre roubo de bicicleta no RJ.

Por Ana María López · 23 de ago. de 2026, 05:42

Entregador preso confessa envolvimento em morte de ciclista no Rio de Janeiro

No último fim de semana, **Felipe Eduardo dos Santos Silva**, entregador preso por participação nas agressões que resultaram na morte do ciclista **Cláudio Rafael Landeiro**, prestou novo depoimento à Polícia Civil do Rio de Janeiro. O caso aconteceu em **Copacabana**, na Zona Sul do Rio, e chocou moradores locais pela brutalidade e pelo desenrolar dos fatos.

Segundo o depoimento, o entregador tomou conhecimento de um suposto roubo de bicicleta por meio de outro colega, enquanto trabalhava pela região. Por volta da meia-noite, um segurança teria aparecido munido de um taco de madeira, indicando o paradeiro do suspeito do roubo. Felipe afirma que, ao chegar ao local informado, encontrou Cláudio e, junto com outros, participou da ação: ajudou a derrubá-lo e desferiu quatro chutes contra a vítima. Ainda segundo ele, o segurança foi mais violento e aplicou vários golpes com o taco especialmente na região da cabeça do ciclista.

Contexto local e depoimento do entregador

De acordo com o relato de **Felipe Eduardo dos Santos Silva**, a atmosfera era de tensão e ele deixou o local temendo pelo pior, já que, segundo afirma, o segurança "parecia transtornado" ao desferir as agressões mais graves. Felipe ainda disse ter pensado em intervir para tentar encerrar as agressões, mas acabou se afastando do local por medo das consequências e seguiu normalmente com seu trabalho de entregador até cerca de 3h da madrugada.

Durante o depoimento, o entregador sustentou não ter tido a intenção de matar Cláudio. Ele afirmou que foi levado ao erro pelos demais, especialmente pelos dizeres do segurança, que insistia se tratar de um ladrão de bicicleta. Importante ressaltar que a suposta bicicleta roubada nunca foi localizada, o que reforça a hipótese de linchamento por confusão e preconceito.

Investigações da Polícia Civil e repercussão local

A **Polícia Civil do Rio de Janeiro** segue investigando o caso, ouvindo testemunhas e analisando imagens de câmeras de segurança nas proximidades do local do crime. O crime reacendeu discussões públicas em Copacabana sobre justiça pelas próprias mãos e reforçou a preocupação com a segurança pública local e o papel dos profissionais que atuam no bairro.

Moradores e associações locais expressaram indignação com o ocorrido e cobraram ações das autoridades para melhor proteção de ciclistas e trabalhadores da região. O caso também levanta o debate sobre julgamentos precipitados e o papel dos cidadãos em situações de suspeita de crime, destacando a importância da confiança nas forças policiais.

Próximos passos e debate social

A expectativa é que o inquérito avance nas próximas semanas, com a possibilidade de novos indiciamentos caso sejam identificados outros envolvidos nas agressões fatais. A morte do ciclista sem provas concretas de crime reforça alerta sobre a escalada de violência urbana e a necessidade de políticas integradas para proteger inocentes.

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