Eduardo Paes denuncia crime organizado no governo do RJ
Ex-prefeito critica gestão de Cláudio Castro durante ato de campanha ao lado de Lula.
Por Sofía Romero · 23 de ago. de 2026, 08:38

No último sábado (22), o ex-prefeito do Rio de Janeiro, **Eduardo Paes** (PSD), fez uma declaração alarmante durante um ato de campanha em Bangu, na Zona Oeste do Rio. Ele afirmou que _"o crime organizado sentou no Palácio Guanabara"_, em referência à sede do governo fluminense. Esta afirmação não apenas critica a administração do ex-governador **Cláudio Castro** (PL), mas também destaca uma profunda preocupação com a segurança pública e a integridade das instituições do estado.
Contexto Local
A fala de Paes é uma resposta à recente série de prisões de aliados de Castro e ex-secretários, que estão ligados ao **Comando Vermelho**, uma das facções criminosas mais poderosas do Brasil. O ex-prefeito não poupou críticas e afirmou que o estado do Rio atingiu um ponto crítico, descrevendo a situação como um _"fundo do poço"_. Ele enfatizou que não se trata apenas de _"corrupção normal"_, mas de uma infiltração de facções criminosas nos níveis mais altos do governo estadual.
Um dos pontos destacados por Paes foi a Operação Ouroboros, conduzida pelo **Ministério Público do Rio de Janeiro** e pela **Polícia Civil**, que investiga um desvio de R$ 86,3 milhões no **Instituto Rio Metrópole** (IRM). Essa operação culminou na prisão de **Maurício Knoploch**, que era o diretor de Planejamento e Projetos do IRM e pai do deputado estadual **Alexandre Knoploch** (PL). A situação se agrava ainda mais com as prisões de secretários de Castro, como **Raphael Montenegro**, ex-secretário de Polícia Penal, e **Allan Turnowski**, ex-secretário da Polícia Civil, ambos com acusações de envolvimento com o crime organizado.
Declarações de Autoridades
Paes reiterou sua posição ao citar o juiz **Marcello Rubioli**, que em uma audiência relacionada à Operação Ouroboros, comentou que o Rio _"chegou ao fundo do poço e descobriu que ainda havia uma caixa de gordura"_. Além disso, o ex-prefeito destacou que Castro está sob investigação na Operação Sem Refino, que apura fraudes fiscais envolvendo a **Refinaria de Manguinhos**.
Durante o evento, que contou com a presença do presidente **Luiz Inácio Lula da Silva** (PT) e outros candidatos ao Senado, Paes reforçou sua aliança com o PT e expressou sua determinação em vencer as eleições de 2026, ressaltando que o estado não poderá ser salvo sem o apoio do governo federal. Ele mencionou também a importância de projetos do **PAC (Programa de Aceleração do Crescimento)**, que visa a retomada de obras em favelas e a municipalização de hospitais como parte de um legado positivo que poderia ser construído.
Impacto no Cotidiano Local
A declaração de Eduardo Paes traz à tona uma discussão urgente sobre a segurança pública no Rio de Janeiro, um tema que afeta diretamente a vida dos cidadãos. A presença do crime organizado no governo estadual levanta questões sobre a eficácia das instituições e a confiança da população na política. A luta contra a corrupção e a criminalidade se revela mais complexa em um cenário onde ex-autoridades estão sendo investigadas e presas, refletindo um estado de crise na governança do estado.
À medida que as eleições se aproximam, a estratégia de Paes parece ser consolidar a imagem de um candidato que não apenas critica, mas que também propõe soluções para os problemas que assolam o Rio de Janeiro. Os próximos meses serão cruciais para observar como essa narrativa se desenrolará e qual será a resposta da população diante da grave situação descrita.
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