Drones causam interrupção temporária em voos no Aeroporto de Guarulhos
Voos foram desviados após avistamento de drones nas proximidades.
Por Paco Ríos · 20 de ago. de 2026, 06:32

Na noite da última quarta-feira, 19 de agosto, o **Aeroporto Internacional de Guarulhos**, localizado na Grande São Paulo, enfrentou uma interrupção significativa em suas operações. O motivo? O avistamento de drones nas proximidades da pista, que levou à suspensão de pousos e decolagens por aproximadamente 30 minutos, entre 21h37 e 22h07. Essa situação gerou um efeito cascata, afetando diretamente 14 voos que tinham Guarulhos como destino.
Detalhes da Interrupção Os voos desviados durante a interrupção incluíram quatro para o Aeroporto de **Confins** (MG), quatro para o **Galeão** (RJ), três para **Viracopos**, em Campinas (SP), dois para **Ribeirão Preto** (SP) e um para **Curitiba** (PR). A presença de drones em áreas próximas a aeroportos é uma questão séria, pois eles representam um risco de colisão com as aeronaves.
A **Agência Nacional de Aviação Civil (Anac)** já alertou que a presença não autorizada de drones no espaço aéreo de um aeroporto pode resultar em suspensões temporárias de voos e atrasos na movimentação das aeronaves. Essa regulamentação é crucial para garantir a segurança do tráfego aéreo.
Regulação do Uso de Drones No Brasil, o uso de drones é regulado por diferentes órgãos, principalmente pela Anac e pelo **Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea)**. Para que os voos com drones próximos a aeroportos sejam autorizados, é necessário um processo de coordenação com as autoridades responsáveis. O Decea mantém o **Sarpas**, um sistema que permite solicitar acesso ao espaço aéreo brasileiro para operações com drones.
Recentemente, o sistema registrou um total de 138.245 solicitações de acesso ao espaço aéreo no primeiro trimestre deste ano, sendo que 94.413 delas foram aprovadas. Nesse contexto, o Sarpas contabilizava 112.598 drones ativos e cerca de 248 mil cadastros.
Novas Regras em Vigor As regras para a operação de drones foram atualizadas em junho, quando a Anac passou a classificar as atividades em três categorias, de acordo com o risco apresentado: aberta, específica e certificada. As operações na categoria aberta são consideradas de menor risco, enquanto as atividades mais complexas estão sujeitas a exigências adicionais de segurança. Essa mudança visa aumentar a segurança e a responsabilidade no uso dessas tecnologias, que estão se tornando cada vez mais populares.
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