Documentos dos EUA detalham investigação sobre suposto OVNI em Conde, Bahia
Novo material revela acompanhamento diplomático e científico do suposto evento ocorrido em 1963.
Por Cecilia Castro · 13 de ago. de 2026, 06:07

Suposto caso de OVNI em Conde ganha novos detalhes com liberação de documentos
Na última sexta-feira (7), o Departamento de Defesa dos Estados Unidos disponibilizou documentos inéditos que lançam luz sobre um antigo mistério ocorrido em **Conde, município do litoral norte da Bahia**, em 1963. Segundo os registros, autoridades americanas acompanharam de perto as notícias da suposta queda de um objeto voador não identificado no centro da cidade, episódio que mobilizou diplomatas, cientistas e gerou repercussão internacional à época.
O episódio em detalhes: o que relatavam os documentos
O primeiro registro divulgado, datado de 13 de novembro de 1963, faz menção a uma transmissão da **Rádio Tupi do Rio de Janeiro**, em que foi noticiado que uma grande esfera metálica teria caído em Conde cinco dias antes, deixando uma cratera de quatro metros de profundidade. Moradores teriam visto janelas com vidros grossos na estrutura e, no interior, um corpo humano vestido com roupas consideradas "pesadas" e enigmáticas inscrições em seu traje.
A notícia, rapidamente, ganhou repercussão e movimentou a diplomacia americana. O telegrama DOS-UAP-D001, de 14 de novembro, demonstra que a **Embaixada dos EUA no Rio de Janeiro** demandou ao consulado em Salvador esclarecimentos sobre o caso, referindo-se ao objeto como suposto "balão metálico" possivelmente tripulado.
Hipóteses e investigação: o mistério sob análise
Autoridades brasileiras, por meio da **Secretaria de Segurança Pública** e do **Ministério da Aeronáutica do Brasil**, chegaram a cogitar a possibilidade de um balão meteorológico estar por trás do incidente. Porém, não foram localizados vestígios de nenhum equipamento ou artefato, segundo relatórios da época.
A correspondência DOS-UAP-D002, de 20 de novembro, traz um desfecho inusitado: o então cônsul Harold Midkiff relata que, após checagem feita por repórteres e investigadores no local, não foram encontradas evidências de qualquer objeto estranho nem crateras no solo. Jornais baianos como o **Diário de Notícias** e o **Jornal da Bahia** também desmentiram o ocorrido. A versão final indica que o episódio teria sido resultado de informação fabricada, provavelmente originada de um repórter local na tentativa de criar uma narrativa de impacto usando um antigo transmissor de código Morse.
Impacto e curiosidade perduram até hoje
Apesar do esclarecimento oficial, o episódio alimenta até hoje o imaginário popular e serve como exemplo de como casos ufológicos e relatos extraordinários podem mobilizar não apenas a imprensa, mas também órgãos diplomáticos, de segurança e de defesa. O caso de Conde também chama atenção para a relação entre Brasil e Estados Unidos na investigação de fenômenos aéreos não identificados.
Para os estudiosos e curiosos pelo tema, a liberação dos documentos reforça a importância de sempre buscar fontes confiáveis e análises técnicas quando se trata de relatos não convencionais. A história, agora revelada em detalhes, resgata um capítulo singular no relacionamento entre os dois países diante do enigma dos OVNIs.
Fique por dentro das notícias e reportagens históricas que marcam o Brasil em localpulsebrazil.com.


