Defesa de Giulia Falcão pede nova tipificação: caso pode ser tentativa de feminicídio
Advogados de Giulia Falcão insistem em conduta de feminicídio após agressão. Acusado segue preso.
Por Marco Fernández · 20 de ago. de 2026, 10:19

A defesa da cirurgiã-dentista **Giulia Falcão**, de 27 anos, voltou a pedir a reclassificação da acusação contra o empresário **Ivo Kos** — sócio-fundador da Virgo — de lesão corporal para tentativa de feminicídio. O pedido foi reforçado nesta quarta-feira, 19, um dia após Kos ter se tornado réu pelos crimes de lesão corporal e ameaça, derivados do episódio registrado na madrugada de sábado, 15, no bairro Pinheiros, zona oeste de **São Paulo**.
Contexto do caso De acordo com o advogado de Giulia, **Fábio Fajolli**, a conduta de Ivo Kos apresenta indícios claros de que a intenção era tirar a vida da esposa. "Foi um equívoco tipificar o crime como lesão corporal porque há vários indícios de que a intenção era matar a Giulia", afirmou. A defesa pretende fazer com que o empresário responda ao Tribunal do Júri, onde casos de tentativa de feminicídio são julgados.
As agressões teriam ocorrido após o casal retornar de um jantar com clientes do empresário. Segundo relato de Giulia, ela foi agredida ainda dentro do carro e, posteriormente, já em casa, afirmou ter sido atacada novamente, inclusive com o uso de um taco de beisebol e ameaças com um taser. Ferida, a dentista exibiu hematomas no rosto e outros ferimentos em vídeo publicado nas redes sociais. Ela relatou que esse tipo de violência se repete há pelo menos dois anos durante o casamento.
Declarações das defesas e andamento judicial A defesa de Ivo Kos, representada pelo advogado **Davi Gebara**, reforçou que todas as informações do caso seguem em sigilo judicial. Gebara lamentou a exposição de familiares de Kos e declarou confiança nas decisões das instituições brasileiras de justiça.
O juiz responsável pelo caso negou o pedido para converter a prisão preventiva do empresário em prisão domiciliar. Kos segue detido no Centro de Detenção Provisória I de Pinheiros, conforme informou a **Secretaria da Administração Penitenciária do Estado de São Paulo**.
Impacto e debates sobre violência doméstica O caso reacende discussões importantes sobre violência doméstica em ambientes de alto padrão econômico, mostrando que a questão atinge todos os segmentos da sociedade. Giulia afirmou publicamente que já vinha sofrendo agressões ao longo do relacionamento, o que reforça o alerta para que situações similares sejam denunciadas.
De acordo com o atual Código Penal Brasileiro, penas para tentativa de feminicídio são mais severas do que para lesão corporal, podendo chegar a mais de 13 anos de prisão, dependendo das circunstâncias e consequências.
Próximos passos A defesa de Giulia Falcão informou que vai apresentar novos elementos ao Ministério Público e pressionar para que o processo avance como tentativa de feminicídio. O andamento do caso e suas repercussões seguem em destaque, tanto nas redes sociais quanto no debate público sobre a luta contra a violência de gênero.
Para mais notícias brasileiras atualizadas, visite localpulsebrazil.com


