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Defesa de Garotinho contesta suspensão de direitos políticos

Ex-governador do Rio alega já ter cumprido pena de suspensão.

Por Magdalena Ríos · 11 de ago. de 2026, 08:16

Contestação da defesa

A defesa do ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, apresentou uma contestação à decisão da 4ª Vara de Fazenda Pública da Capital. Essa decisão impõe ao político a obrigação de cumprir uma sentença que suspende seus direitos políticos por um período de oito anos. De acordo com os advogados de Garotinho, essa pena já teria sido totalmente cumprida, uma vez que o processo em questão foi encerrado juridicamente em 1º de agosto de 2018. Portanto, a defesa argumenta que a suspensão de seus direitos deveria ter terminado em 1º de agosto de 2026.

Alegação de cumprimento da pena

O juiz responsável pelo caso mencionou que a condenação transitou em julgado após o Supremo Tribunal Federal (STF) ter negado seguimento ao recurso apresentado por Garotinho. No entanto, a defesa contesta essa interpretação. Os advogados afirmam que todos os recursos interpostos após 2018 foram considerados intempestivos, ou seja, não foram aceitos por terem sido apresentados fora do prazo legal. Assim, segundo eles, as decisões dos tribunais superiores teriam apenas uma natureza declaratória, reconhecendo efeitos anteriores às datas das decisões.

Expectativas para o futuro político

A defesa também expressou a confiança de que Garotinho está em pleno gozo de seus direitos políticos. Eles acreditam que essa circunstância será reconhecida pela Justiça Eleitoral do Brasil quando o ex-governador solicitar o registro de sua candidatura ao cargo de governador do Estado do Rio de Janeiro. "Reiteramos nossa convicção de que o sr. Anthony Garotinho está apto a concorrer", afirmaram os advogados.

Consequências da condenação

Garotinho foi condenado em um caso de improbidade administrativa, o que resultou na suspensão de seus direitos políticos, além da proibição de celebrar contratos com o poder público. Ele também foi condenado a ressarcir integralmente o dano causado, que é estimado em R$ 234,4 milhões, valor que deve ser corrigido. Além disso, o ex-governador terá que arcar com uma multa civil de R$ 500 mil, que também será corrigida desde maio de 2018, e com danos morais coletivos.

A situação de Garotinho gera expectativa tanto no cenário jurídico quanto no político, uma vez que sua possível candidatura pode impactar as eleições estaduais. O desfecho desse caso ainda está pendente, mas a defesa continua firme em sua argumentação de que todos os direitos do ex-governador estão preservados e que ele pode participar ativamente da política estadual.

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