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São Paulo registra aumento de casos de sarampo e medidas de vacinação

Sete novos casos de sarampo foram confirmados em São Paulo, levando a estratégias de revacinação.

Por Marcelo Castro · 08 de ago. de 2026, 05:30

Aumento no número de casos de sarampo em São Paulo

A capital paulista enfrenta uma nova onda de preocupações com a saúde pública, após a confirmação de sete novos casos de sarampo na última semana. De acordo com a Secretaria do Estado de Saúde de São Paulo (SES-SP), o total de diagnósticos de sarampo no estado neste ano já chega a 23, distribuídos entre a capital, São Bernardo do Campo e Guarulhos. Essa situação alerta para a necessidade de medidas eficazes de vacinação e revacinação.

Medidas de revacinação

Diante do surto, o Ministério da Saúde recomendou que todos os moradores das cidades afetadas, com idades entre 6 meses e 59 anos, sejam revacinados. Essa estratégia inclui a aplicação de uma "dose zero" para recém-nascidos que têm entre 6 e 11 meses de idade. O objetivo é reforçar a imunização contra o vírus, que já havia sido considerado erradicado no Brasil.

Até o dia 1º de setembro, a campanha de revacinação buscará alcançar o maior número possível de pessoas, mesmo aquelas que já foram vacinadas anteriormente. Renato Kfouri, pediatra e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), destaca a importância dessas ações para controlar a doença em uma metrópole com a dimensão de São Paulo.

A vacinação é a chave

A vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, rubéola e caxumba, é parte do calendário nacional de vacinação, sendo aplicada em duas doses: a primeira aos 12 meses e a segunda aos 15 meses de idade. O Programa Nacional de Imunizações (PNI) também disponibiliza a vacina gratuitamente para pessoas de até 59 anos que ainda não tenham recebido a dose.

Entretanto, dados preliminares indicam que a cobertura vacinal em São Paulo está abaixo do ideal, com apenas 77,5% da população tendo recebido a primeira dose e 65,5% a segunda, muito aquém da meta de 95% estipulada pelo Ministério da Saúde. Essa baixa cobertura vacinal aumenta o risco de surtos de sarampo, especialmente em áreas com grande concentração de pessoas.

Desafios da vigilância sanitária

Eder Gatti, diretor do PNI, enfatiza que a vigilância sanitária precisa ser intensificada em São Paulo, dada a alta movimentação de pessoas em transportes públicos e locais de grande aglomeração. "O risco de transmissão é elevado, o que exige uma vigilância constante e uma cobertura vacinal robusta", afirma Gatti.

A SES-SP já tomou providências para aumentar a disponibilidade da vacina, enviando 150 mil novas doses para a capital e 80 mil para São Bernardo do Campo. Além disso, as autoridades sanitárias orientam que a população verifique sua situação vacinal antes de visitar as áreas afetadas.

O cenário atual

Apesar do aumento dos casos, o Brasil mantém seu status de eliminação do sarampo, que foi conquistado após um esforço contínuo de vacinação. O último caso autóctone foi registrado em 2022, porém o país ainda enfrenta ameaças externas, com surtos em países vizinhos e nos Estados Unidos. A situação exige um esforço contínuo para garantir que a população esteja adequadamente vacinada e informada sobre a importância da imunização.

A transmissão do sarampo é extremamente contagiosa, e medidas preventivas são essenciais para evitar novos surtos. Portanto, a colaboração da população é fundamental para manter a saúde pública em dia e proteger a todos contra essa doença.

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