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São Paulo confirma segundo caso de gripe aviária em ave silvestre no Ibirapuera

Novo caso de gripe aviária é registrado em irerê no Parque Ibirapuera, na capital paulista.

Por Carmen Castillo · 12 de ago. de 2026, 09:49

São Paulo registra novo caso de gripe aviária em ave silvestre

A **Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo**, por meio da **Diretoria de Defesa Agropecuária**, confirmou na sexta-feira (7) o segundo caso de gripe aviária em 2026. O novo registro foi feito no **Parque Ibirapuera**, localizado na zona sul da cidade de São Paulo, após detecção do vírus em um irerê (
*Dendrocygna viduata*
), espécie presente na África tropical, nas Antilhas e também na América do Sul.

O caso foi classificado pelo governo estadual como evento isolado, já que a ave infectada não pertence a plantéis comerciais. Segundo as autoridades, não existe estabelecimento avícola comercial em um raio de 10 km do local do registro, o que reduz consideravelmente o risco de disseminação para aves de criação e para o setor agropecuário da região.

Vigilância reforçada na capital paulista

Após a confirmação do segundo caso, equipes da **Defesa Agropecuária** ampliaram as ações de vigilância epidemiológica na área do Parque Ibirapuera. O objetivo é monitorar outras aves silvestres do parque e dos arredores para identificar possíveis novas infecções e evitar a propagação do vírus.

A análise laboratorial que confirmou a presença do vírus foi realizada pelo **Laboratório Federal de Defesa Agropecuária**, órgão referência nacional para esse tipo de investigação. Além disso, segundo as autoridades paulistas, todas as medidas preventivas e protocolos internacionais estão sendo seguidos para garantir que o status sanitário do Estado e do Brasil não seja alterado.

Impacto e orientações para a população

Por se tratar de um caso isolado em ave silvestre e não haver aves de criação próximas, o status sanitário da avicultura paulista e brasileira não sofre restrições adicionais, conforme classificação da **Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA)**. Até o momento, o Estado reforça que não há riscos imediatos para a produção comercial de frango e ovos ou para a saúde humana.

O último caso de gripe aviária em São Paulo havia sido registrado no início de julho no município de Guaíra, também envolvendo um irerê. A situação evidencia a importância do monitoramento contínuo das aves silvestres, principalmente em áreas urbanas que servem de abrigo para diversas espécies migratórias e nativas.

A população é orientada a não tocar em aves doentes ou mortas e acionar os serviços de vigilância ou a **Secretaria de Agricultura** ao identificar comportamentos ou mortes atípicas de animais silvestres.

Próximos passos das autoridades sanitárias

As ações de monitoramento e vigilância epidemiológica seguem sendo intensificadas pelo Estado, especialmente em parques urbanos e regiões de migração de aves. A prioridade é evitar qualquer possibilidade de avanço do vírus para plantéis comerciais e proteger o status sanitário do Brasil, considerado estratégico para o agronegócio nacional.

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