Na primeira semana da Campanha Nacional de Multivacinação, quase 300 mil pessoas se vacinaram contra o sarampo na cidade de São Paulo. O número foi revelado pelo balanço da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), divulgado no último sábado, dia 8 de agosto. Entre os dias 3 e 7 de agosto, foram aplicadas 292.701 doses da tríplice viral, destinada ao público-alvo da campanha, que inclui indivíduos de 6 meses a 59 anos. O imunizante protege não apenas contra o sarampo, mas também contra caxumba e rubéola.
Na sexta-feira, dia 7, foram registradas 84.632 aplicações da tríplice viral, além de 24.952 de outros imunizantes, representando o maior volume de vacinas aplicadas desde o início da campanha. A mobilização surge em um contexto preocupante, com o aumento de casos de sarampo em três municípios paulistas, o que levou a Secretaria Estadual da Saúde e o Ministério da Saúde a ampliar a oferta da vacina para toda a população das cidades de São Paulo, São Bernardo do Campo e Guarulhos. Essa iniciativa abrange a faixa etária mencionada, independentemente da situação vacinal.
Até o momento, o Estado registrou 23 casos de sarampo, sendo 20 somente na capital paulista, dois em São Bernardo e um em Guarulhos. Na cidade de São Paulo, outros 207 casos estão sob investigação, enquanto 203 foram descartados e não houve registro de óbitos até agora. A campanha de vacinação segue até o dia 1º de setembro em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) das três cidades.
Um destaque especial será o Dia D de vacinação, que ocorrerá no dia 22 de agosto, um sábado, quando todos os serviços estarão abertos de forma excepcional para a aplicação das vacinas. A mobilização visa não apenas aumentar a cobertura vacinal, mas também sensibilizar a população sobre a importância da imunização para prevenir doenças infecciosas, especialmente em tempos de aumento de casos.
A campanha enfatiza a necessidade de proteção coletiva e a relevância de manter as vacinas em dia, principalmente em comunidades onde a circulação do vírus é mais intensa. Com as ações em andamento, a expectativa é que a adesão da população ajude a controlar a disseminação do sarampo, uma doença que, embora prevenível, ainda representa um risco significativo à saúde pública.
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