Rio de Janeiro adota gabinete de crise e cancela aulas por ciclone-bomba

A Prefeitura do Rio de Janeiro, a Secretaria de Estado de Defesa Civil (Sedec-RJ) e o Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ) instauraram, nesta sexta-feira (7), um gabinete de crise para monitorar os possíveis impactos do ciclone-bomba. O fenômeno meteorológico trouxe preocupação ao colocar diversos estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste em alerta máximo, conforme dados da Defesa Civil.

Ventos fortes e risco elevado na capital

De acordo com a Defesa Civil, a capital fluminense foi colocada em Estágio 2 de risco, o segundo nível numa escala de cinco. Isso significa uma alta probabilidade de ocorrência de eventos de grande impacto, como queda de árvores e interrupção de energia. Com a previsão de ventos de até 90 km/h na cidade e regiões como Baixada Fluminense, Sul II e Costa Verde, a Prefeitura do Rio de Janeiro determinou o cancelamento das aulas em toda a rede municipal.

A medida foi anunciada como forma de proteger alunos e profissionais da educação, diante das projeções de ventos "fortes a muito fortes" e eventuais rajadas até o litoral. Nas áreas de Baixada Fluminense e Costa Verde, os impactos podem ser ainda mais acentuados devido à umidade relativa do ar, que tende a atingir níveis críticos.

Ações emergenciais e recomendações oficiais

O gabinete de crise permanecerá ativo, com uma Sala de Situação monitorando as condições climáticas 24 horas por dia. Equipes do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil orientam a sociedade a:

  • Evitar áreas próximas a árvores, postes, placas, coberturas e andaimes;
  • Não estacionar veículos debaixo de árvores;
  • Manter portas e janelas fechadas durante períodos de ventos fortes;
  • Reduzir deslocamentos desnecessários;
  • Não tocar em cabos elétricos caídos;
  • Seguir rigorosamente as orientações dos canais oficiais;
  • Evitar incêndios em vegetação, especialmente na baixa umidade;
  • Ligar para o Corpo de Bombeiros (193) em caso de emergência.

Essas precauções visam minimizar danos humanos e materiais enquanto o ciclone extratropical atua no Atlântico Sul, impulsionado pela brusca queda de pressão atmosférica.

Situação climática pode mudar rapidamente

O ciclone-bomba está em rápido desenvolvimento, combinando tempestades severas, ventos de até 110 km/h e quedas repentinas de temperatura. Segundo autoridades, pode haver nova mudança nas classificações de risco, em função da chuva ou agravamento dos ventos.

O Centro de Operações da Prefeitura do Rio de Janeiro segue publicando atualizações frequentes e recomenda que a população acompanhe os canais oficiais para se manter informada sobre as condições do tempo e as próximas orientações de segurança.

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