Policial Militar de São Paulo admite relação com menor, mas nega crimes
Caso envolve policial suspeito de estupro e roubo contra adolescente de 17 anos na zona leste de São Paulo.
Por Rebeca Salazar · 26 de ago. de 2026, 07:33

Polícia Militar de São Paulo sob investigação na zona leste
A **Polícia Militar de São Paulo** está sob os holofotes após dois policiais militares serem presos suspeitos de estupro e roubo contra uma adolescente de 17 anos, na região da Vila Jacuí, zona leste da capital paulista. Os fatos vieram à tona na manhã desta segunda-feira (24), quando eles prestaram depoimento à **Polícia Civil de São Paulo** no 24º Distrito Policial da Ponte Rasa.
Depoimentos oficiais e versões conflitantes
Segundo a Polícia Civil, o policial **Willian Santana Santos**, um dos detidos, admitiu ter tido relação sexual com a jovem, mas rejeitou qualquer tipo de violência ou ameaça durante o ato. Ele alegou que acreditava que a adolescente fosse maior de idade, pois a viu consumindo bebidas alcoólicas em uma adega local. Willian também negou ter participado do roubo de celulares ocorrido na noite do crime, alegando que não usou arma nem coação.
No entanto, o relato da vítima difere do que foi apresentado pelo policial. Segundo o boletim de ocorrência, a adolescente contou ter sido mantida dentro do veículo sob ameaça de arma de fogo e obrigada a manter a relação sexual. A mãe da jovem reforçou a denúncia ao registrar que o policial teria ameaçado atirar caso a vítima não obedecesse às ordens.
O que diz a investigação e as imagens de câmeras
Ainda de acordo com o boletim, os policiais estavam acompanhados de colegas e encontraram as vítimas em uma adega na Avenida Itaquera. Todos seguiram juntos em um carro cinza. Durante o trajeto, aconteceu o suposto roubo dos celulares mediante ameaça armada. Câmeras de segurança mostram o grupo junto em um estacionamento antes de seguirem para uma região isolada próxima ao **Parque Jacuí**. Segundo as vítimas, nesse local a adolescente foi separada dos outros e violentada.
Depois de serem abandonadas, as vítimas conseguiram ajuda de uma equipe da própria Polícia Militar, que registrou o caso. A Polícia Civil rapidamente identificou o veículo usado no crime, que pertencia a um dos policiais investigados.
Prisão e resposta das autoridades
Após reconhecimento das vítimas, os policiais foram apresentados ao 24º DP por um tenente da corporação e presos em flagrante. Um dos policiais foi apontado como o responsável pelo roubo e pela violência sexual, enquanto o outro seria coautor do roubo. A **Polícia Militar** informou, em nota, que acompanha o caso de perto e abriu um Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar possíveis desvios de conduta, ressaltando que não tolera esse tipo de crime em suas fileiras.
Continuidade das investigações
A investigação segue sob responsabilidade da Polícia Civil, que analisa provas, depoimentos e imagens das câmeras para aprofundar a apuração dos fatos. A prisão dos policiais foi acompanhada pela Corregedoria, que garantiu transparência no processo.
O caso chamou atenção da opinião pública, gerando debates sobre a responsabilidade e conduta dos agentes de segurança. Moradores da região expressaram preocupação, especialmente quanto à proteção de jovens em espaços públicos da zona leste.
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