Policiais civis de SP presos por corrupção e lavagem de dinheiro
Operação do Gaeco investiga cobrança de propina por contrabandistas.
Por Luisa Fernández · 04 de set. de 2026, 04:53

Nesta sexta-feira (28), uma operação do **Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco)** resultou na prisão de quatro policiais civis em São Paulo, acusados de corrupção e lavagem de dinheiro. A investigação revelada pelo **Ministério Público de São Paulo** aponta que os agentes cobravam propina de contrabandistas para não apreender mercadorias ou para liberar parcialmente cargas de produtos eletrônicos que haviam sido contrabandeados.
A operação e os detalhes das acusações
Os valores exigidos pelos policiais civis chegavam a 70% do valor das cargas, totalizando aproximadamente R$ 2,3 milhões. Os mandados de prisão foram emitidos contra os policiais **Bruno Moreno dos Santos**, **José Adriano da Silva Nishi**, **Vagner Ramalho** e **Marcos Vinícius de Souza Melo**. Ao menos três deles já foram detidos na operação, mas a polícia não divulgou quais foram presos até o momento.
Além dos policiais, a Justiça também decretou a prisão preventiva do advogado **Sidiclei da Costa Almeida** e de duas outras pessoas identificadas como operadoras do esquema, **Thiago Marcel Magnabosco** e **Jonathan Renan Vieira**. A Folha de S. Paulo está em busca de informações sobre a defesa dos acusados.
Mandados de busca e apreensão
A operação não se limitou às prisões. Mandados de busca e apreensão, bem como a quebra de sigilo telemático e bloqueio de bens no valor total de R$ 4 milhões, foram executados em locais de São Paulo, Paraná e Goiás, incluindo delegacias. A **Secretaria da Segurança Pública (SSP)** informou que a Corregedoria da Polícia Civil esteve envolvida na operação, realizando correições extraordinárias em resposta a denúncias de irregularidades nas unidades policiais alvos da ação.
Repercussão e próximos passos
O caso destaca a preocupação com a corrupção dentro das forças policiais e a necessidade de medidas rigorosas para combater práticas irregulares que comprometem a confiança da população nas instituições. O Gaeco, conhecido por suas operações contra a corrupção, continua a investigar e coletar provas que possam levar a mais prisões. A sociedade aguarda a resposta das autoridades sobre os próximos passos e como será o processo judicial contra os envolvidos.
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