Operação Metástase: TCP é alvo de investigação por roubo de remédios
Quadrilha movimentou R$ 33 milhões em roubos de medicamentos oncológicos.
Por Adela Ramos · 06 de ago. de 2026, 04:16

Operação Metástase mira quadrilha de roubo de medicamentos
Uma grande ação da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, denominada Operação Metástase, desmantelou um esquema criminoso do Terceiro Comando Puro (TCP) que se especializou no roubo e na distribuição de remédios destinados ao tratamento do câncer. A operação ocorreu na manhã desta terça-feira (21) e resultou na prisão de pelo menos quatro integrantes da organização criminosa.
Movimentação financeira impressionante
As investigações apontam que a quadrilha movimentou mais de R$ 33 milhões em um período de apenas um ano, entre 2025 e 2026. A operação está focada em descobrir como esses recursos foram obtidos, especialmente através de roubos de cargas de medicamentos oncológicos e imunossupressores de alto valor. O grupo é suspeito de ter realizado pelo menos 20 crimes semelhantes nos últimos seis meses, evidenciando a complexidade e a audácia das ações.
Ações em várias localidades
Os agentes da polícia estão cumprindo dezenas de mandados de busca e apreensão, além de ordens de prisão contra líderes do grupo. As diligências ocorrem em diversas localidades, incluindo o Complexo da Maré, na zona Norte do Rio de Janeiro, e em estados como São Paulo, Goiás e Pará. A extensão das operações mostra a amplitude da atuação dessa organização criminosa.
Estrutura da organização criminosa
A investigação revelou que o TCP tinha uma estrutura bem definida para a realização dos crimes. Os medicamentos roubados eram levados para áreas controladas pela facção no Complexo da Maré, onde eram redistribuídos. O esquema contava com diferentes núcleos: um responsável pelos roubos, outro pelo armazenamento e um terceiro pela logística e distribuição dos produtos. Para garantir o sucesso das operações, membros da quadrilha aliciavam funcionários de transportadoras, obtendo informações privilegiadas sobre rotas e cargas.
Roubos e a saúde pública
Os medicamentos furtados eram destinados tanto ao mercado privado quanto à rede pública de saúde. Os criminosos utilizavam empresas de fachada e processos licitatórios fraudulentos para reinserir os produtos no sistema de saúde, o que levanta sérias preocupações sobre a segurança e a integridade do atendimento médico no Brasil. Essa prática não apenas prejudica os pacientes que necessitam de tratamento, mas também coloca em risco todo o sistema de saúde.
A Operação Metástase ilustra a gravidade do crime organizado no Brasil e a necessidade urgente de ações eficazes para combater esses esquemas. A Polícia Civil continua investigando a fundo a rede criminosa, com o objetivo de prender mais membros e desmantelar completamente a operação.
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