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Médico é preso em SP acusado de estuprar colega após festa

Um médico de 44 anos foi preso sob suspeita de ter estuprado uma colega após consumo de drogas.

Por Pilar Ríos · 09 de ago. de 2026, 05:26

Médico é preso em São Paulo por suspeita de estupro

Na última sexta-feira (7), um médico de 44 anos foi detido em flagrante na cidade de São Paulo, acusado de ter estuprado uma colega de 30 anos. O incidente ocorreu no apartamento da vítima, localizado no Cambuci, região central da capital paulista. De acordo com o boletim de ocorrência, a médica havia combinado um almoço com o colega para celebrar a publicação de artigos que haviam escrito juntos.

Durante o encontro, ambos consumiram LSD (ácido lisérgico) e bebidas alcoólicas. A vítima relatou aos policiais que não se lembrava do que ocorreu após o almoço, tendo apenas algumas memórias fragmentadas, como flashes de seu colega tentando ter relações sexuais com ela. Por volta das 21h, a jovem conseguiu recuperar parcialmente a consciência e enviou mensagens à mãe e a uma amiga, pedindo ajuda.

Quando a Polícia Militar chegou ao local, encontrou a médica em um estado emocional visivelmente abalado e com sinais de alteração da consciência. Ela estava parcialmente despida e com roupas diferentes das que usava durante o almoço. O médico, por sua vez, foi encontrado no apartamento sem camisa.

O depoimento da vítima e do suspeito

A vítima foi imediatamente levada ao Hospital da Mulher, onde recebeu atendimento médico e passou por exames periciais. Durante o atendimento, ela também relatou dores na região íntima. O caso foi registrado na 1ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) da capital.

Em seu depoimento à polícia, o médico admitiu ter trazido o LSD a pedido da colega e afirmou que ambos consumiram a substância durante o almoço. Ele alegou que, após o uso da droga, a colega teria passado mal e que ele a ajudou a se deslocar para o quarto. O suspeito declarou que não se lembrava de ter praticado atos sexuais ou de ter usado violência contra ela.

A polícia destacou que a confissão do médico sobre a aquisição da droga e sua permanência com a vítima após o consumo foi um dos motivos que justificaram sua prisão em flagrante. Além disso, a autoridade policial solicitou a conversão da prisão em flagrante para prisão preventiva, devido ao risco que o acusado poderia representar à ordem pública e à continuidade das investigações.

Consequências e próximos passos

A decisão sobre a prisão preventiva do médico ainda depende da Justiça, que avaliará os argumentos apresentados pela polícia. O caso gerou grande repercussão, levantando discussões sobre segurança e os riscos associados ao consumo de drogas em ambientes sociais. A situação também destaca a importância de se garantir a segurança e a integridade das pessoas em relações profissionais.

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