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Cultura

Masp busca novo diretor-geral e propõe comitê artístico sob nova presidência

Mudanças no comando do Masp incluem criação de CEO e comitê consultivo artístico.

Por Lucía Jiménez · 13 de ago. de 2026, 09:21

Nova gestão do Masp propõe mudanças significativas

A **Flávia Buarque de Almeida** assumiu recentemente a presidência do **Museu de Arte de São Paulo (Masp)**, trazendo consigo a missão de promover uma reestruturação no comando da instituição. Em seus primeiros cinco anos à frente do museu, ela liderará a escolha de um diretor-geral – um cargo inédito, similar ao de CEO de grandes organizações culturais – que será responsável pela gestão operacional do Masp.

Até então, essa função era desempenhada pelo próprio presidente, posto ocupado atualmente por **Heitor Martins**, que deixará o cargo em setembro. A expectativa do conselho é contratar um profissional do mercado, de fora do atual quadro de diretores, e com remuneração adequada ao papel estratégico.

Criação de comitê artístico e repercussões

Outra novidade em discussão é a formação de um **comitê artístico**, composto por representantes internos e especialistas convidados. O objetivo desse grupo será colaborar e influenciar nas decisões sobre a direção artística do Masp e na seleção de novas obras para o acervo. Hoje, essas tarefas são responsabilidades do diretor artístico **Adriano Pedrosa** e da equipe de curadores.

O anúncio do comitê gera debates internos: alguns receiam que isso possa limitar parte da autonomia curatorial vigente. Nos bastidores, há divergências quanto ao alcance do novo órgão, mas a mesa diretora entende que a diversidade de vozes pode fortalecer a instituição.

Processo seletivo e bastidores das mudanças

Em reunião realizada nesta semana, o conselho do Masp oficializou a posse de Flávia Buarque e detalhou para conselheiros e mantenedores o processo de mudanças. Uma etapa importante foi a escolha da nova liderança, mediada por consultorias especializadas como L.E.K. (americana) e Egon Zehnder (suíça), que analisaram cerca de 50 perfis de candidatos ao longo de dois anos.

O museu emitiu comunicado pedindo desculpas pelo vazamento prematuro do nome da presidente antes que todos os patronos fossem informados. Já o investimento em consultoria, que pode chegar a R$ 1,8 milhão, não foi detalhado oficialmente e permanece sob reserva.

Continuidade e próximos passos

A atuação de **Heitor Martins** à frente do museu é amplamente reconhecida. Ele assumiu o Masp em 2014, resgatando-o de uma situação financeira crítica. Agora, passará ao cargo de presidente do conselho, contribuindo com sua experiência para a fase de transição.

Para os próximos meses, a prioridade é finalizar o processo seletivo do novo diretor-geral e consolidar a proposta do comitê artístico. Interessados nas transformações do Masp acompanham de perto as repercussões desse novo capítulo na história de um dos museus mais importantes do Brasil.

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