Justiça de SP bloqueia R$ 34,6 milhões em operação contra roubo de joias
Ação da Polícia Civil mira esquema de receptação e comércio ilegal de ouro e alianças.
Por Lina Morales · 25 de ago. de 2026, 05:40

Justiça atua no combate ao crime de ouro e joias roubadas em SP
A **Justiça de São Paulo** determinou o bloqueio de R$ 34,6 milhões em contas de investigados ligados a uma sofisticada rede criminosa de roubos, receptação e comércio ilegal de metais preciosos, como alianças e joias de ouro. A Operação Ouro Reverso 2, deflagrada nesta segunda-feira (24) pela **Polícia Civil de São Paulo**, tem como foco principal o desmantelamento de um esquema que alimentava o mercado negro do ouro.
Operação atinge o "Círculo de Fogo" e empresas do centro de SP
Coordenada pela **3ª Delegacia de Investigações sobre Fraudes Financeiras e Econômicas** do **Deic**, a ação mobilizou quatro mandados de prisão temporária, três de prisão preventiva e 28 de busca e apreensão, em bairros do centro de São Paulo e em Guarulhos, na Região Metropolitana. Um dos principais alvos foi o chamado **Círculo de Fogo**, área central conhecida pelo intenso comércio de ouro, onde diversas empresas são suspeitas de receber e derreter joias de origem criminosa antes de reintroduzi-las, já transformadas, no mercado formal.
Segundo a investigação, todo o processo criminoso começava com furtos e roubos de joias, passava pela venda a comerciantes cúmplices e resultava no derretimento das peças por empresas especializadas, dificultando a identificação da procedência do ouro.
Prisões e histórico de ações anteriores
A ação desta semana dá sequência à Operação Ouro Reverso, realizada em maio do ano passado, quando foram recuperadas 16 alianças e outras joias, além de cerca de R$ 2,7 milhões em ouro e R$ 157 mil em dinheiro em comércios do centro paulistano.
Durante a ofensiva, foi preso o principal negociador de ouro e joias furtadas da quadrilha liderada por **Suedna Barbosa Carneiro**, conhecida como "Mainha do Crime". Ela foi detida em fevereiro e apontada como financiadora de crimes de roubo, como o que vitimou o ciclista Victor Medrado em frente ao Parque do Povo, além de ser considerada líder do grupo criminoso.
As investigações indicam que, além de financiar e coordenar o esquema, a quadrilha operava com rapidez para escoar joias roubadas por meio de estabelecimentos do centro, aumentando consideravelmente os ganhos ilícitos.
Impactos e próximos passos
A investigação deve seguir com a análise de documentos apreendidos para mapear a extensão dos crimes e identificar outros envolvidos. As autoridades esperam ampliar o bloqueio de ativos e fortalecer o trabalho de repressão ao mercado ilegal de ouro, tema especialmente sensível para a segurança pública paulista e nacional.
A **Secretaria da Segurança Pública de São Paulo** enfatizou que o combate à receptação de joias e metais preciosos é estratégico para romper o ciclo de crimes patrimoniais na região.
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