Queda de helicóptero durante passeio turístico choca o Rio de Janeiro

Na manhã de sábado (8), um grave acidente aéreo movimentou a Zona Sul do Rio de Janeiro: uma aeronave modelo Robinson R44, de prefixo PP-MFS, caiu em uma área de mata íngreme próxima à Vista Chinesa, um dos pontos turísticos mais conhecidos da cidade. O helicóptero transportava três turistas colombianas e o piloto brasileiro, todos mortos na tragédia.

Detalhes do acidente e operação de resgate

As turistas Rocio Cubillos, Sofia Murillo e Wendy Manrique haviam contratado com antecedência um voo panorâmico "doors off" — sem portas, para maiores emoções e melhores fotos — ofertado pela empresa Voos Rio Panorâmico (VRP). O passeio, com duração prevista de cerca de 20 minutos, incluía sobrevoo da Floresta da Tijuca e da região da Vista Chinesa. O valor pago, conforme o comprovante, foi de R$ 2.550.

Por causas ainda desconhecidas, a aeronave caiu em mata fechada de difícil acesso, provocando explosão e incêndio na vegetação local. De acordo com o Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, participaram da operação de resgate aproximadamente 40 militares, 11 viaturas e quatro unidades operacionais especializadas em combate a incêndios florestais. O tenente-coronel Fábio Contreiras relatou que:

"A maior dificuldade das equipes foi o acesso. Somente com técnicas de corda e equipamentos de segurança foi possível alcançar a região, bastante inclinada e com precipícios."

Os bombeiros conseguiram controlar o incêndio, mas todos ocupantes do helicóptero foram encontrados sem vida.

Impacto local e medidas tomadas

O acidente impactou diretamente trilhas e vias próximas à Vista Chinesa, popular entre turistas, ciclistas e praticantes de atividades ao ar livre. A Estrada da Vista Chinesa e trilhas do setor do Parque Nacional da Tijuca foram temporariamente interditadas para facilitar o trabalho de resgate, perícia da Polícia Civil e do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).

Trechos turísticos da área, que oferecem vistas panorâmicas da cidade, como do Cristo Redentor, da Lagoa Rodrigo de Freitas e das praias de Ipanema e Leblon, seguiram parcialmente restritos ao público durante as buscas.

Próximos passos e repercussão

As causas do acidente deverão ser apuradas em investigação conjunta do Cenipa e da Polícia Civil. As operações de retirada dos corpos e dos destroços ainda mobilizam as equipes locais e a expectativa é de que laudos preliminares sejam divulgados nos próximos dias.

O incidente reacendeu debates sobre fiscalização de voos turísticos nas regiões urbanas e de proteção ambiental em áreas de mata. Autoridades do Rio e do setor de turismo estão em alerta para revisão dos protocolos de segurança.

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