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Política

Douglas Ruas intensifica críticas à esquerda e faz ataques a Lula e ADPF 635

Em entrevista, candidato do PL ao governo do Rio mudou o tom, criticou a esquerda e responsabilizou Lula por políticas de segurança.

Por Claudia Gómez · 26 de ago. de 2026, 05:24

Douglas Ruas adota postura mais dura em entrevista e mira esquerda

O candidato do Partido Liberal ao governo do Rio de Janeiro, **Douglas Ruas**, subiu o tom em declarações durante entrevista realizada nesta terça-feira (data não divulgada), no canal de **Cláudio Dantas** no YouTube. Em um programa que contou com expressiva presença de apoiadores do bolsonarismo, Ruas foi enfático ao atacar adversários políticos, principalmente aqueles envolvidos com a esquerda e a defesa dos direitos humanos.

Ao abordar o tema da segurança pública, Ruas usou termos contundentes para se referir ao crime organizado e criticou diretamente a chamada “galera dos direitos humanos” e o espectro político da esquerda. O discurso marcou um contraste em relação ao tom mais cauteloso adotado por ele em caminhadas e eventos desde o lançamento oficial da sua campanha, em 16 de agosto.

Críticas à ADPF 635 e ao PSB

Durante a entrevista, o candidato direcionou seu foco à **ADPF 635** – decisão do **Supremo Tribunal Federal** que estabeleceu regras para operações policiais em comunidades do Rio. Ruas atribuiu à medida parte significativa da atual crise de criminalidade no estado. Ele ainda questionou as intenções do **Partido Socialista Brasileiro (PSB)**, responsável pela ação:

> “Um partido político, que é o PSB, sabe-se lá para quem eles trabalham, foi lá no Supremo Tribunal Federal, apresentou uma petição e disse que existe um estado de coisas inconstitucionais com a presença da polícia nas comunidades. [...] Essa ADPF 635 fez com que o estado do Rio de Janeiro se tornasse resort para vagabundo de tudo o que é canto do nosso país”, afirmou Ruas.

Ataques a Lula e críticas a adversários

Ruas também aproveitou o espaço para direcionar críticas ao presidente **Luiz Inácio Lula da Silva (PT)**, principal opositor de **Flávio Bolsonaro (PL)** na disputa presidencial. Segundo o candidato, as declarações e políticas do atual governo contribuem para o aumento da sensação de impunidade e descontrole:

> “O que se esperar desse governo. Temos um presidente da República que diz que o traficante é vítima do usuário e que o marginal rouba um celular para tomar uma cervejinha. O que a gente vai esperar de políticas?”, questionou Douglas Ruas.

Em relação ao seu concorrente direto ao governo do Rio, **Eduardo Paes (PSD)**, Ruas rotulou o adversário como “soldado do Lula” e afirmou:

> “Eu já estou avisando na campanha logo o que eu vou fazer, para depois ninguém chegar para mim e dizer: 'Você vai aumentar a letalidade violenta'. Eu avisei antes. É minha proposta de governo. Se quiserem um governo que não enfrente o crime organizado, podem ficar com meu adversário, que é o soldado do Lula aqui no Rio de Janeiro.”

Polêmica sobre números do crime organizado

Durante a participação no programa, Ruas afirmou que mais de mil comunidades do Rio estariam sob domínio do crime organizado, supostamente com base em dados do **Instituto de Segurança Pública (ISP)**. No entanto, o próprio ISP esclareceu que não forneceu tal estatística. Posteriormente, a assessoria do candidato reconheceu o equívoco e informou que os números são de um relatório de inteligência da **Polícia Militar**.

Repercussão e próximos passos

A mudança de postura e o endurecimento do discurso de Douglas Ruas sinalizam uma tentativa de se posicionar de forma mais radical em temas ligados à segurança pública, em linha com setores conservadores do eleitorado do Rio de Janeiro. Resta saber como essa estratégia será recebida durante a intensificação da campanha e nos debates eleitorais que se aproximam.

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