Dez anos após Olimpíadas, novo autódromo no Rio segue sem sair do papel
Anunciado projeto de autódromo em Guaratiba, ainda sem data de início das obras.
Por Marcos Molina · 12 de ago. de 2026, 09:24
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Novo autódromo do Rio: projeto em Guaratiba permanece sem data definida
Dez anos após a realização das Olimpíadas e do fechamento definitivo do tradicional **Autódromo Nelson Piquet**, na Barra da Tijuca, a cidade do **Rio de Janeiro** ainda enfrenta incertezas quanto à construção de uma nova pista. O antigo circuito, palco de grandes eventos como a Fórmula 1, foi demolido em 2012 para dar lugar ao **Parque Olímpico**. Naquela ocasião, um compromisso entre a **Prefeitura do Rio** e o **Ministério Público** previa a criação de um novo autódromo, promessa até hoje não cumprida.
Caminhos percorridos até Guaratiba
Ao longo desses dez anos, diferentes locais foram cogitados para receber o novo complexo automobilístico:
- **2013**: A proposta original era construir a pista em Deodoro, área do Exército, com projeto assinado por Hermann Tilke, renomado designer internacional de autódromos. Entretanto, a presença de explosivos no solo, remanescentes de um incêndio em fábrica de munições, impediu a realização da obra.
- **2019**: Outra tentativa foi feita durante a gestão de Marcelo Crivella, que, com apoio do então presidente Jair Bolsonaro, sugeriu a Floresta do Camboatá. Esse projeto esbarrou no impedimento ambiental gerado pela área de Mata Atlântica, levando a ação judicial para barrar o desmatamento. A iniciativa acabou sendo cancelada.
Agora, em novembro de 2024, uma nova esperança surgiu: a escolha do bairro **Guaratiba**, na Zona Oeste, para receber o circuito. O terreno, que já foi cogitado para eventos como a Jornada Mundial da Juventude, deverá abrigar um autódromo moderno, com traçado de 4,71 km, desenhado pela Driven International e orçado em R$ 1,2 bilhão.
O que falta para o projeto sair do papel?
Segundo a **Genial Investimentos**, responsável pela execução, o projeto ainda está em fase de licenciamento ambiental, etapa que depende de aprovações legais e estudos de impacto. Sem essa autorização, não há previsão para o início das obras. Toda a construção será bancada pela iniciativa privada, por meio de uma Operação Urbana Consorciada: investidores adquirem um "bônus urbanístico" que permite construções de maior porte em outras regiões, privilegiando principalmente a Barra da Tijuca.
O acesso ao novo complexo será pela Avenida Dom João VI, e o projeto prevê soluções de drenagem para lidar com o histórico de alagamentos na região, agravados por temporais passados, como o da Jornada Mundial da Juventude em 2013.
Impacto e expectativa
A ausência de um autódromo oficial no Rio ainda é sentida por pilotos e fãs do automobilismo. Com a demolição do circuito original, grandes eventos automobilísticos ficaram restritos a outras cidades brasileiras. A entrega do novo projeto em Guaratiba pode recolocar o Rio de Janeiro no circuito das principais competições nacionais e internacionais do esporte.
No entanto, a indefinição sobre quando – e se – o projeto será finalmente executado segue alimentando o debate sobre o legado olímpico e as promessas de desenvolvimento urbano na cidade.
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