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Sociedade

Desigualdade marca mortalidade infantil entre distritos de São Paulo, aponta novo mapa

Estudo revela variação alarmante da mortalidade infantil e acesso desigual à saúde e educação na capital paulista.

Por Manuel Castro · 26 de ago. de 2026, 06:32

Mapa da Desigualdade da Primeira Infância mostra discrepâncias impactantes em São Paulo

A **mortalidade infantil** continua sendo um grave desafio de saúde pública em **São Paulo**, e a disparidade entre os distritos da capital paulista revela um cenário preocupante para as famílias mais vulneráveis. O recém-lançado **Mapa da Desigualdade da Primeira Infância**, apresentado nesta quarta-feira (26) no Centro de Pesquisa e Formação do Sesc, destaca o abismo nas condições de vida das crianças e suas famílias nos 96 distritos municipais.

A diferença é gritante: enquanto **Moema**, bairro na zona sul, apresenta uma taxa de mortalidade infantil zerada, o **Brás**, na região central, chega a 20 mortes a cada mil nascidos vivos. Esses bairros, separados por apenas 11 km, evidenciam como fatores socioeconômicos e acesso a serviços públicos impactam diretamente a sobrevivência e o desenvolvimento infantil.

Outros indicadores preocupantes

A desigualdade não para nos índices de mortalidade. O estudo analisou ainda a taxa de gravidez na adolescência e o acompanhamento pré-natal das gestantes.
- Em Moema, apenas 0,13% das mães têm menos de 20 anos. Já em **Guaianases**, esse percentual salta para 10,5%.
- O número de mães que realizaram pelo menos sete consultas de pré-natal chega a 96,3% no **Alto de Pinheiros**, mas desce para 76,5% na **República**.

Quando o assunto é **acesso à educação infantil**, a disparidade também é enorme. Enquanto 96% das crianças da **Casa Verde** estudam em instituições até 1,5 km de casa, em **Marsilac**, no extremo sul, esse número cai para apenas 23,6%.

Autoridades e contexto local

Especialistas em saúde pública avaliam que esses números reiteram a necessidade de políticas mais direcionadas à redução da desigualdade em São Paulo. Segundo representantes da **Prefeitura de São Paulo**, estão em andamento projetos para ampliar a estrutura de saúde nas regiões mais afetadas, contudo, entidades civis cobram maior agilidade e investimentos.

Organizações como o **Sesc** e ONGs da área alertam que o acompanhamento da gestação, o acesso à creche e à escola próximos da residência e a oferta de apoio social são fundamentais para reverter o quadro de vulnerabilidade que atinge milhares de famílias.

Impacto para os moradores e próximos passos

Para quem mora nas áreas mais afetadas, a vulnerabilidade permanece alta e dificulta o rompimento dos ciclos de pobreza. Famílias continuam enfrentando barreiras para encontrar serviços de qualidade, seja em saúde, educação ou apoio social. O levantamento reforça a importância de ações territoriais integradas e o acompanhamento permanente dos indicadores.

O estudo divulgado é um alerta para governos locais e estaduais priorizarem um olhar mais atento para as áreas periféricas e centrais com maior risco, garantindo que todas as crianças tenham reais chances de um início de vida saudável.

Para acompanhar mais notícias sobre saúde e desigualdade social, acesse localpulsebrazil.com

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