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Política

Datafolha revela disputa acirrada para o Senado no Rio de Janeiro em 2026

Benedita da Silva lidera, mas maioria dos eleitores ainda está indefinida para o Senado no RJ.

Por Silvia Molina · 22 de ago. de 2026, 09:55

Datafolha aponta liderança de Benedita da Silva, mas indecisão domina disputa ao Senado no RJ

A mais recente pesquisa Datafolha, divulgada nesta sexta-feira (21), trouxe um panorama das intenções de voto para o Senado Federal no Rio de Janeiro rumo às eleições de 2026. O levantamento revela que a corrida eleitoral segue aberta, com **Benedita da Silva (PT)** na frente, mas com grande parcela do eleitorado ainda sem escolha definida.

Contexto da pesquisa

A pesquisa foi contratada pela **Globo** e pelo jornal **Folha de S.Paulo** e ouviu 1.204 eleitores entre os dias 18 e 21 de agosto deste ano. O número de registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é RJ-02945/2026. Neste pleito, estarão em disputa duas vagas no Senado pelo estado do Rio de Janeiro, cargo para o qual a renovação acontece a cada oito anos.

Resultados: cenário indefinido

- **Pesquisa espontânea** (sem os nomes dos candidatos): 77% dos entrevistados seguem indefinidos, demonstrando a falta de engajamento ou conhecimento dos nomes até o momento.
- **Pesquisa estimulada** (com indicação dos nomes):
- **Benedita da Silva (PT)**: 15%
- **Carlos Jordy (PL)**: 8%
- **Carlos Portinho (PL)**: 8%
- **Marcelo Crivella (Republicanos)**: 6%
- **Pedro Paulo (PSD)**: 6%
- **Monica Benicio (PSOL)**: 6%
- **Waguinho (Republicanos)**: 3%

Os números refletem empate técnico entre Jordy, Portinho, Crivella, Pedro Paulo e Monica Benicio, considerando a margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Além disso, cada eleitor foi convidado pelo Datafolha a indicar dois nomes, uma vez que serão duas vagas abertas para o Senado neste pleito no Rio de Janeiro.

O Senado e sua renovação

O Senado Federal é composto por 81 cadeiras, com renovação alternada: em algumas eleições, como a de 2026, dois terços das vagas (duas por estado e pelo Distrito Federal) são disputados. Em outras, apenas um senador é eleito por unidade da Federação. Em 2018, última eleição em que duas vagas foram abertas em cada estado, um número expressivo de votos para o cargo foi deixado em branco ou anulado, mostrando o desafio do engajamento do eleitorado para a escolha dos senadores.

Impacto e perspectiva

O alto índice de indefinição aponta que a disputa segue bastante aberta e qualquer mudança na conjuntura política ainda pode alterar o cenário. A pesquisa também serve de termômetro para os partidos e para os próprios pré-candidatos, que precisarão intensificar o diálogo com os eleitores nos próximos meses.

À medida que as campanhas avancem, espera-se maior clareza sobre as opções dos eleitores fluminenses para o Senado, que exerce papel fundamental na política nacional.

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