Governo interino de Ricardo Couto recebe aprovação de 28% dos eleitores do RJ

O governo interino do desembargador Ricardo Couto, que está à frente do Rio de Janeiro desde março deste ano após a renúncia de Cláudio Castro (PL), conquistou avaliação positiva de 28% dos eleitores, segundo pesquisa divulgada pelo Datafolha nesta sexta-feira (21). O levantamento ouviu 1.204 pessoas entre os dias 18 e 21 de agosto de 2026 e mostra que a população está dividida sobre o desempenho do atual governo, ainda em caráter provisório.

Avaliação da população fluminense

Os dados da pesquisa apontam que:

  • 28% classificam a gestão Couto como boa ou ótima;
  • 38% a consideram regular;
  • 16% avaliam como ruim ou péssima;
  • 18% não souberam ou preferiram não responder.

Além disso, quando perguntados sobre a aprovação da administração de Ricardo Couto à frente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), 47% dos entrevistados disseram aprovar, enquanto 31% desaprovam e 22% não opinaram.

Mudanças e polêmicas na gestão interina

No cargo desde 24 de março, Couto adotou medidas firmes, incluindo auditorias em contratos públicos e exoneração de funcionários suspeitos de ocuparem cargos fantasmas. Suas ações têm gerado debates quanto à transparência e à eficiência no controle dos gastos públicos.

Sua permanência à frente do governo fluminense foi garantida por uma liminar do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), posteriormente referendada pelo plenário da Corte. A polêmica em torno da linha sucessória constitucional se acirrou com o pedido de Ruas para assumir o Executivo estadual, argumento que acabou não sendo aceito pelo STF. O julgamento do caso seria realizado em 19 de agosto, mas foi retirado da pauta, sem nova data definida.

Contexto político e repercussão nacional

A administração de Ricardo Couto ganhou ainda mais visibilidade após sua participação em um evento no Hospital Federal do Andaraí, Zona Norte do Rio, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do diretor da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus.

O momento político é de alta expectativa no Rio de Janeiro, já que o cargo de governador interino pode se estender até o julgamento definitivo do STF sobre a linha de sucessão constitucional. Enquanto isso, a pesquisa Datafolha, contratada pela Folha de S.Paulo e TV Globo, registrada no TSE sob número RJ-02945/2026, apresenta uma margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Próximos passos e expectativa

Enquanto não há definição do Supremo sobre o futuro governamental do Rio, a população segue acompanhando de perto as ações do desembargador Ricardo Couto. Especialistas avaliam que o cenário pode mudar conforme o novo julgamento seja marcado e a sucessão seja finalmente esclarecida.

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