A confirmação de novos casos de sarampo em São Paulo provocou, nesta sexta-feira (7), uma corrida aos postos de vacinação na capital. Dados do "De Olho na Fila", da Prefeitura de São Paulo, revelam que ao menos 153 unidades de saúde registraram filas longas pela manhã. O cenário foi compartilhado por moradores nas redes sociais, que relataram desde o tempo de espera nas unidades de saúde até dicas de locais com atendimento mais rápido.

Crescimento de casos mobiliza população

A movimentação ocorre após a capital paulista somar mais sete casos confirmados de sarampo em poucos dias, totalizando 23 diagnósticos em 2026 no Estado — destes, 20 concentrados na cidade de São Paulo, dois em São Bernardo do Campo e um em Guarulhos. Com a disseminação rápida do vírus, a Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo (SES-SP) recomendou a vacinação de todas as pessoas de 6 meses a 59 anos mesmo que já tenham tomado doses anteriores.

Reforço no abastecimento de vacinas

Para atender à alta demanda, a SES-SP enviou, na quinta-feira (6), 150 mil doses extras da vacina tríplice viral para a capital paulista e outras 80 mil para São Bernardo do Campo. O estado assegura que os municípios estão abastecidos e que as estratégias de distribuição cabem a cada prefeitura. A prefeitura também reforçou a campanha de multivacinação para atualizar a caderneta de crianças e adolescentes menores de 15 anos.

Orientação nacional e campanha intensificada

O Ministério da Saúde ampliou a recomendação de vacinação para moradores de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo. A orientação tem como base a identificação de cadeias de transmissão relacionadas à importação do vírus, ainda com fonte de infecção desconhecida. A vacina contra o sarampo segue disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), sendo parte essencial do Calendário Nacional de Vacinação para pessoas de 12 meses a 59 anos. Para crianças de 6 a 11 meses (grupo mais vulnerável), continua indicada a chamada dose zero, uma aplicação extra protegendo contra casos graves.

Cobertura vacinal nacional e desafios

Em 2026, já foram distribuídas mais de 7,2 milhões de doses da vacina tríplice viral em todo o Brasil, sendo 2,9 milhões aplicadas até agora. Em 2025, a cobertura vacinal nacional alcançou 92,9% para a primeira dose e 78,3% para a segunda. As autoridades em saúde reforçam que a atualização da caderneta vacinal é imprescindível para evitar surtos e a reintrodução da doença.

Impacto no cotidiano e próximos passos

A mobilização pelo reforço vacinal evidencia a preocupação da população de São Paulo com os novos casos da doença e serve de alerta para todo o país sobre a importância da vacinação. As investigações epidemiológicas continuam para identificar vínculos e controlar a transmissão.

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