Condomínios Olímpicos ainda buscam novos moradores quase 10 anos depois
Ilha Pura e Porto do Rio se preparam para receber novos residentes.
Por Marta Suárez · 08 de ago. de 2026, 05:32
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Condomínios da Olimpíada de 2016 buscam novos moradores
Os condomínios projetados para os Jogos Olímpicos de 2016 no Rio de Janeiro ainda enfrentam desafios para ocupação, quase uma década após o evento. O Ilha Pura, localizado na Barra da Tijuca, e o residencial no Porto do Rio estão entre os empreendimentos que ainda buscam novos moradores.
A Ilha Pura, que foi criada para abrigar atletas durante a Olimpíada, conta com 3.206 apartamentos, variando de dois a quatro quartos. Apesar de 900 famílias já habitarem o local, a meta é alcançar 2,4 mil unidades ocupadas até o final de 2026. Para isso, a Enforce, empresa que assumiu a gestão do empreendimento por meio do banco BTG, está investindo R$ 250 milhões em melhorias de infraestrutura e serviços.
Ricardo Cardoso, CEO da Enforce, ressalta que o condomínio se diferencia por ser voltado para famílias, oferecendo unidades que variam de 82 a 270 metros quadrados, em contraste com outros empreendimentos na região que têm focado em estúdios menores. Para atrair novos residentes, a Enforce também trouxe uma escola, uma padaria e planeja a inauguração de um supermercado, aumentando a oferta de serviços para os moradores.
Desafios do mercado imobiliário
A crise econômica que afetou o Brasil nos últimos anos impactou diretamente a velocidade de ocupação desses imóveis. Em 2015, quando foram colocadas à venda as primeiras 800 unidades do Ilha Pura, apenas metade foi vendida. A situação foi agravada por um cenário de incertezas no mercado, que levou à revisão de projetos e à paralisação de obras em outras áreas.
Por exemplo, um condomínio que seria construído nas proximidades da Rodoviária Novo Rio, destinado a abrigar árbitros, foi adiado devido a problemas financeiros enfrentados pelas construtoras envolvidas, como a Odebrecht e a Andrade Gutierrez, que também lidaram com repercussões da Operação Lava Jato.
Entretanto, a Cury, que assumiu um projeto na Zona Portuária, conseguiu adaptar as unidades às demandas atuais e já vendeu todas as 1.750 unidades planejadas, variando entre R$ 280 mil e R$ 600 mil. O CEO da empresa, Leonardo Mesquita, destacou que a adaptação de dimensões das unidades foi essencial para o sucesso do empreendimento, especialmente considerando as mudanças no mercado imobiliário desde a época da Olimpíada.
Expectativas para o futuro
Embora o cenário atual apresente desafios, a perspectiva é de que o mercado imobiliário na região se recupere. Com a implementação de novos serviços e a adaptação dos empreendimentos às necessidades dos moradores, as expectativas são otimistas para completar a ocupação dos condomínios ainda este ano e até 2030.
A história dos condomínios olímpicos reflete não apenas os desafios do setor imobiliário no Brasil, mas também a resiliência e capacidade de adaptação diante das adversidades. Para acompanhar as novidades e as últimas atualizações sobre o mercado imobiliário, continue acessando localpulsebrazil.com.
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