Ciclone-bomba causa morte e estragos no Sul e Sudeste do Brasil
Fenômeno meteorológico provoca destruição e suspensão de aulas em várias cidades.
Por Javier Molina · 08 de ago. de 2026, 05:28

Ciclone-bomba avança pelo Brasil
Um ciclone-bomba que se formou na tarde de quinta-feira (6) impactou severamente o Sul e o Sudeste do Brasil, resultando em uma fatalidade no Rio Grande do Sul e danos generalizados. Os ventos do fenômeno atingiram velocidades superiores a 120 km/h, deixando um rastro de destruição em diversos municípios.
A tragédia mais notável ocorreu em Montenegro, no Rio Grande do Sul, onde um motociclista foi fatalmente atingido por uma árvore que caiu devido às fortes rajadas de vento. Além disso, mais de 294 mil residências ficaram sem energia elétrica, afetando a vida cotidiana de centenas de milhares de pessoas.
Impactos no Sul do Brasil
O Rio Grande do Sul foi o primeiro estado a sentir os efeitos do ciclone-bomba, com a Defesa Civil registrando danos em pelo menos cem municípios. Em Porto Alegre, o vento forte causou o destelhamento de 32 imóveis e resultou em desabamentos. Além disso, a falta de energia elétrica afetou a Estação de Tratamento de Água São João, o que pode levar a um desabastecimento em 45 bairros da capital.
Cidades como Pelotas e Novo Hamburgo também enfrentaram severos danos, com ventos que destelharam centenas de casas. Um tornado foi registrado em Pedro Osório, demonstrando a intensidade do fenômeno que, em menos de duas semanas, já havia provocado outro tornado na região noroeste do estado.
Efeitos no Sudeste
À medida que o ciclone-bomba se deslocou para o Sudeste, as prefeituras de São Paulo e do Rio de Janeiro tomaram medidas preventivas, suspendendo as aulas nas escolas municipais e estaduais. Em São Paulo, a Defesa Civil registrou rajadas de vento de até 109 km/h, embora os danos tenham sido mínimos em comparação aos do Sul. No entanto, a navegação no Porto de Santos foi temporariamente suspensa, e a travessia de balsa entre Ilhabela e São Sebastião também foi interrompida.
O Rio de Janeiro, por sua vez, enfrentou uma situação crítica, com a Defesa Civil emitindo alertas para a população. A cidade avançou para o Estágio 3 de uma escala de cinco níveis de alerta, indicando a ocorrência de impactos e riscos à mobilidade urbana. O prefeito Eduardo Cavaliere pediu calma à população, enfatizando que as medidas de segurança eram necessárias.
Previsões e recomendações
De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a previsão é de que o ciclone-bomba continue a causar instabilidade nas próximas horas, com possibilidade de novos temporais e ventos fortes. A população foi aconselhada a evitar sair de casa e a não entrar no mar, já que as condições climáticas podem se agravar.
As autoridades monitoram a situação de perto e estão preparadas para responder a emergências enquanto o ciclone-bomba continua a impactar o Brasil.
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