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Economia

Alstom amplia produção ferroviária com investimento de R$ 130 mi em SP

Empresa investe para fortalecer indústria nacional e exportar trens fabricados no Vale do Paraíba.

Por Santiago Pérez · 16 de ago. de 2026, 06:05

Alstom intensifica atuação no mercado ferroviário de São Paulo

A **Alstom Brasil** anunciou um investimento de R$ 130 milhões na expansão de sua planta industrial em Taubaté, no Vale do Paraíba, interior de São Paulo, ao longo dos últimos cinco anos. A medida reforça a estratégia da empresa em ampliar sua presença tanto no mercado interno quanto no cenário internacional, especialmente por meio do fornecimento de trens para grandes projetos de mobilidade urbana como a linha 6-laranja do Metrô de São Paulo.

Expansão industrial gera empregos e integra fornecedores nacionais

A expansão da fábrica resultou na geração de cerca de **5.000 empregos** diretos e indiretos e mobilizou aproximadamente 120 fornecedores do setor ferroviário distribuídos pelo território nacional. De acordo com **Suely Sola**, diretora geral da Alstom Brasil, "produzir para exportação é uma questão de sobrevivência para a indústria ferroviária instalada no país".

Desde sua inauguração em 2015, a unidade de Taubaté já entregou mais de 170 trens — totalizando 940 carros de passageiros — destinados a projetos nacionais e internacionais, com contratos incluindo países como Chile, Romênia e Taiwan.

Novos trens da linha 6-laranja reforçam mobilidade em São Paulo

Especificamente para a **linha 6-laranja do Metrô de São Paulo**, já foram entregues 14 dos 22 trens previstos em contrato, o mais recente deles entregue em 14 de agosto, no **Pátio Morro Grande**, zona norte da capital. Cada trem, com capacidade para transportar cerca de 2.044 passageiros, é dotado de tecnologia avançada, permitindo intervalos reduzidos — aproximadamente dois minutos entre composições nos horários de pico.

Atualmente, quatro trens estão em operação na linha: dois em uso e dois de reserva. De acordo com o cronograma oficial, onze trens deveriam ser entregues até setembro, enquanto a totalidade estará disponível até o fim do ano. A operação inicial da linha 6 já movimentou mais de 42 mil passageiros em julho, com destaque para a estação João Paulo 1º, na Brasilândia, que alcançou média diária superior a 10 mil usuários.

Perspectivas para a indústria ferroviária nacional

Segundo a **Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer)**, o setor prevê fechar 2026 com níveis crescentes de produção, chegando a 72 locomotivas, 1.900 vagões de carga e 193 carros de passageiros, frente aos resultados do ano anterior.

A executiva da Alstom destaca a necessidade de "igualdade de condições" de mercado para competir especialmente frente à concorrência chinesa. Ela também lembra que, desde antes da pandemia, a planta de Taubaté passou a se dedicar mais à fabricação de trens para metrô e subúrbio, deixando de lado a produção de VLTs que marcou parte da história recente da empresa, como ocorreu com o VLT Carioca, entregue para a Rio 2016.

A primeira fase da linha 6-laranja, com oito estações, já iniciou parte da operação antes do previsto pelo governo estadual. A expectativa é de transportar até **633 mil passageiros por dia** em plena atividade, reduzindo o trajeto entre Brasilândia e a estação São Joaquim de 1h30 para apenas 23 minutos.

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